Ouça a coluna ‘CBN Educação Para a Vida’, com João Roberto de Araújo
O bullying, um termo cada vez mais presente na sociedade moderna, reflete a discriminação e a violência que persistem, mesmo em um mundo globalizado e com acesso à informação. Essa conduta, que se manifesta por meio de agressões verbais, físicas ou psicológicas, motivadas por diferenças sociais, hierárquicas ou características individuais, revela um problema cultural enraizado.
As Raízes do Problema
A violência presente no bullying não afeta apenas a vítima, mas também o agressor. Muitas vezes, o agressor carrega consigo dores e feridas internas, como baixa autoestima e dificuldades de relacionamento, que o levam a projetar sua própria dor nos outros. Essa realidade se manifesta tanto entre crianças quanto entre adultos, muitas vezes de forma sofisticada e velada.
Além da Punição: A Importância da Educação
Embora as medidas punitivas sejam importantes, é fundamental abordar o problema do bullying em suas raízes, por meio da educação. É preciso desenvolver nas crianças, desde cedo, o amor-próprio, o respeito e a compreensão das diferenças. Em vez de focar apenas na punição do agressor, devemos construir um processo educativo que incentive a empatia, o respeito mútuo e a valorização das qualidades de cada indivíduo.
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O Papel do Educador
O educador desempenha um papel crucial na prevenção e no combate ao bullying. É preciso que ele tenha um olhar mais abrangente e sensível, buscando compreender as razões que levam uma criança a agredir outra. Em vez de se limitar a punir o agressor, o educador deve investigar as causas do comportamento agressivo, buscando identificar desequilíbrios nos valores e nos processos educativos. Ao questionar a criança sobre suas motivações, o educador pode encontrar respostas e promover uma mudança de comportamento.
É crucial proteger a vítima do bullying, mas também é essencial investigar as causas subjacentes a essa violência. Por que algumas crianças sentem a necessidade de humilhar e ferir outras? Essa negatividade revela uma busca por prazer perverso e equivocado, que precisa ser compreendida e combatida.
Ao invés de apenas reprimir o bullying, investir em educação e compreensão pode gerar um ambiente mais saudável e respeitoso para todos.



