Ouça a coluna ‘Café com Política’ com Julio Chiavenato
Ministro Celso de Mello e o Caso Moreira Franco
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidirá o futuro de Moreira Franco no governo. Moreira Franco, citado 34 vezes na Operação Lava Jato sob o codinome “Angora”, foi nomeado para a Secretaria-Geral da Presidência por Temer, obtendo foro privilegiado e escapando da jurisdição do juiz Sergio Moro. Essa nomeação gerou controvérsias, levantando suspeitas de blindagem política de um aliado.
A Liminar e a Censura à Imprensa
Embora um juiz tenha mantido Moreira Franco como ministro, retirando-lhe o foro privilegiado, a polêmica continua. Outro episódio preocupante envolve a censura imposta à Folha de S. Paulo e ao jornal O Globo. Uma decisão judicial proibiu a publicação de notícias sobre uma conversa telefônica entre a primeira-dama Marcela Temer e um hacker que a chantageou. O hacker está preso, mas o conteúdo da conversa, que revela um lado menos “boazinho” da primeira-dama, foi divulgado. A censura à imprensa, inédita desde o fim da ditadura militar, gerou indignação.
A Face do Governo Temer
Os dois casos – a nomeação de Moreira Franco e a censura à imprensa – expõem a fragilidade do governo Temer. A insistência em nomear ministros suspeitos para evitar investigações mais rigorosas da Lava Jato, aliada à censura de notícias que expõem a imagem do governo, demonstram um padrão de comportamento preocupante. A corrupção e a violência dissimulada, representadas respectivamente pela blindagem de aliados e pela censura, configuram um quadro sombrio para o cenário político atual.
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A situação demonstra uma crise de transparência e ética no governo, com ações que levantam sérias questões sobre a conduta dos seus representantes e o respeito às instituições democráticas. A população brasileira acompanha atentamente os desdobramentos desses casos, que têm o potencial de abalar ainda mais a confiança na política nacional.



