Fernando Belíssimo analisa a mudança de perfil nos pacientes internados pela doença; março já é o mês mais mortal em Ribeirão
Março de 2021 registra o maior número de mortes por coronavírus em Ribeirão Preto desde o início da pandemia. Em apenas um mês, 194 vidas foram perdidas, igualando o número de julho de 2020. A situação é alarmante, com um número significativo de internados e a possibilidade de superar os números de 2020.
Mudança no perfil das vítimas
O infectologista Dr. Fernando Belíssimo destaca uma mudança significativa no perfil das vítimas. Enquanto a primeira onda atingiu principalmente pessoas idosas e com doenças preexistentes, a segunda onda tem afetado pessoas jovens e saudáveis, incluindo atletas, o que é motivo de grande preocupação.
Nova variante e desafios na testagem
A disseminação de uma nova variante do vírus, possivelmente mais transmissível e agressiva, contribui para o agravamento da situação. A testagem para identificar essa variante é cara (mais de R$ 1.000 por exame), dificultando a realização em larga escala. Embora o exame não altere o tratamento individual, ele é crucial para o monitoramento da saúde pública.
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Alta ocupação de leitos e o impacto do isolamento
A taxa de ocupação de leitos de UTI está crítica em diversas cidades da região, com Ribeirão Preto acima de 94%. A espera prolongada por uma vaga de UTI pode levar à deterioração do quadro clínico do paciente, aumentando o risco de óbito e sequelas. A eficácia do isolamento social também é questionada, com o Dr. Belíssimo apontando a falta de senso de coletividade e as dificuldades econômicas da população como fatores que contribuem para a circulação do vírus, mesmo sem lockdown.
A situação em Ribeirão Preto é grave, exigindo medidas urgentes para conter o avanço da pandemia. A combinação de uma nova variante mais agressiva, a alta ocupação hospitalar e os desafios para o isolamento social exigem uma resposta coordenada e eficaz das autoridades e da população.



