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Templos religiosos retornam com cultos presenciais em todo estado

Infectologista alerta que as flexibilizações não significam que a pandemia está controlada
cultos presenciais
Infectologista alerta que as flexibilizações não significam que a pandemia está controlada

Infectologista alerta que as flexibilizações não significam que a pandemia está controlada

Após mais de um mês com toque de recolher e apenas serviços de delivery permitidos, Ribeirão Preto vivenciou seu primeiro domingo (18/04) com a flexibilização de atividades, incluindo as religiosas. Igrejas e templos puderam reabrir, contudo, com capacidade reduzida a 25% e uso obrigatório de máscaras.

Retorno gradual das atividades religiosas

A Catedral de Ribeirão Preto, por exemplo, realizou quatro missas presenciais, seguindo rigorosamente as medidas sanitárias para evitar a propagação da Covid-19. O Padre Francisco Jáber, ou Padre Chico, expressou preocupação com a retomada, mas destacou a importância da fé para os fiéis, que demonstravam grande anseio pelo retorno aos cultos presenciais. Ele enfatizou a necessidade de responsabilidade individual para evitar novos contágios.

Reabertura com protocolos de segurança

Uma igreja evangélica, que vinha realizando cultos apenas online, também reabriu suas portas, seguindo as normas estabelecidas em decreto. Medidas como aferição de temperatura, disponibilização de álcool em gel e distanciamento social foram implementadas. O pastor Sérgio Martins ressaltou a importância do convívio social, mesmo com as restrições, para a saúde mental dos fiéis. Apesar do tempo limitado dos cultos e da redução da capacidade (de 400 para 100 pessoas), a presença física foi considerada essencial.

Preocupações e desafios

Apesar da flexibilização, a situação ainda é delicada. Ribeirão Preto apresentava taxa de ocupação de leitos de UTI próxima a 94%, com 294 pacientes internados. O médico infectologista Maurílio Ellis Delfabro alertou para a necessidade de cautela, reforçando que a fase de transição não significa o fim da pandemia. A falta de kits de intubação também gerou preocupação, com alguns hospitais reportando estoques para apenas dois dias. Entretanto, a Secretaria da Saúde informou o recebimento de medicamentos, garantindo o fornecimento por um período que varia de 15 a 45 dias, dependendo do medicamento. Embora haja um alívio com a chegada dos medicamentos, a situação permanece crítica e requer atenção contínua.

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