Presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão, afirma que a criação de empregos deve ficar mais acentuada
O setor calçadista de Franca vive um momento de otimismo, impulsionado pela retomada de eventos e festas, e também pelo crescimento das exportações após um período difícil durante a pandemia. Conversamos com José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranco, para entender a situação.
Recuperação histórica e desafios atuais
Brigagão destaca a recuperação como histórica, comparando-a com a produção recorde de 2013, quando foram produzidos 39 milhões de pares de calçados, dos quais 36 milhões para o mercado interno e 3 milhões para exportação. Em 2023, a expectativa é alcançar 21,5 milhões de pares, com uma boa parte destinada ao mercado externo. Apesar da recuperação, a produção ainda está em 50% do nível de 2013, refletindo as dificuldades enfrentadas durante a pandemia e a insegurança política e jurídica.
Incentivos e obstáculos
O presidente do Sindifranco aponta entraves como a burocracia e a falta de incentivos do governo estadual de São Paulo, que dificultam a produção e a competitividade com outros países. Ele cita o decreto 65.255, que altera as alíquotas de ICMS, prejudicando as empresas paulistas em relação a concorrentes de outros estados. A liberação de crédito para indústrias também é um gargalo, com o governo retendo bilhões em caixa, impactando diretamente o fluxo de caixa das empresas.
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Soluções e perspectivas
Para enfrentar os desafios, o Sindifranco está investindo em projetos de qualificação profissional em parceria com o Senai e prefeituras da região, buscando suprir a demanda por mão de obra qualificada. Além disso, a entidade trabalha em uma política de recursos humanos para garantir a sustentabilidade do setor. Brigagão enfatiza a necessidade de políticas públicas que incentivem a indústria calçadista, incluindo o fomento às exportações e a resolução dos problemas burocráticos. A retomada do mercado interno e a busca por novas oportunidades no mercado internacional são essenciais para o crescimento contínuo do setor. A preservação do meio ambiente também é uma preocupação, com projetos de reciclagem de resíduos do curtume para a produção de adubo.



