Comerciantes conseguiram um ‘respiro’ após longo tempo de baixas vendas durante a pandemia
O frio intenso que tem atingido Ribeirão Preto e região nas últimas semanas gerou uma corrida às lojas em busca de agasalhos. Com a temperatura chegando a 5 graus, consumidores, desprevenidos, se apressaram para garantir itens de inverno, impulsionando as vendas do setor.
Aumento nos preços e impacto no consumidor
De acordo com pesquisa do IBGE, as roupas de inverno registraram alta média de 16% em um ano. Casacos tiveram aumento de 19%, calças de 17% e agasalhos de 13%. Apesar do aquecimento nas vendas, alguns comerciantes enfrentam dificuldades para suprir a demanda, com problemas no recebimento de encomendas de fornecedores.
Desempenho do mercado e perspectivas futuras
Em entrevista à CBN, Paulo César Garciallops, presidente do sindicato do comércio varejista de Ribeirão Preto, comentou sobre o cenário. Ele destacou que o frio aqueceu as vendas, principalmente no setor de vestuário, que sofreu impacto durante a pandemia. A demanda reprimida dos últimos anos, somada à intensidade e duração do frio, surpreendeu lojistas que não estavam totalmente preparados para o aumento da procura. Além das roupas, houve aumento na procura por alimentos mais calóricos e bebidas quentes.
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Cenário otimista para os próximos meses
Garciallops acredita que o aquecimento nas vendas deve continuar nos próximos meses, considerando que o inverno ainda não começou e a previsão é de mais ondas de frio. Embora a inflação tenha impactado os preços, o setor de vestuário ainda apresenta preços relativamente acessíveis em comparação a outros segmentos. A recomendação é que os consumidores pesquisem preços e comparem ofertas antes de realizar as compras.



