CBN Ribeirão 90,5 FM
Colunistas
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Tempo seco, baixa qualidade do ar… como fica a saúde das crianças?

Infecções respiratórias são comuns com essas condições, mas com a volta às aulas, isso pode se agravar ainda mais; entenda!
Tempo seco
Infecções respiratórias são comuns com essas condições, mas com a volta às aulas, isso pode se agravar ainda mais; entenda!

Infecções respiratórias são comuns com essas condições, mas com a volta às aulas, isso pode se agravar ainda mais; entenda!

Com a aproximação do retorno às aulas em Ribeirão Preto, Tempo seco, baixa qualidade do ar… como fica a saúde das crianças?, a baixa umidade do ar e a qualidade do ar comprometida têm gerado preocupação entre pais e cuidadores, especialmente em relação à saúde das crianças. O médico Dr. Ivância Violi, em entrevista à Rádio CBN, explicou os impactos do tempo seco na saúde respiratória e indicou medidas para minimizar os efeitos adversos.

Impactos da baixa umidade do ar na saúde respiratória

Segundo Dr. Ivância Violi, a baixa umidade relativa do ar, associada à ausência de chuvas e às queimadas na região, tende a piorar a qualidade do ar pelo menos até setembro. Essa condição afeta principalmente as vias aéreas, que dependem de uma quantidade adequada de muco para funcionar corretamente. O muco atua como uma proteção natural, ajudando a eliminar agentes irritantes e patógenos. No entanto, em ambientes secos, as secreções ressecam, dificultando a eliminação do muco e aumentando a suscetibilidade a infecções respiratórias.

As crianças são particularmente vulneráveis porque possuem um sistema imunológico ainda em desenvolvimento e estão em contato constante com outros vírus, especialmente em ambientes escolares. O tempo seco prejudica tanto adultos quanto crianças, mas as consequências são mais severas para os pequenos, que apresentam maior frequência de sintomas como tosse, nariz escorrendo e espirros.

Medidas para proteger as crianças durante o período seco: Para minimizar os efeitos do tempo seco, Dr. Ivância destaca a importância da hidratação constante, especialmente para crianças acima de um ano e meio, que devem ter acesso livre à água para se manterem hidratadas. Além disso, manter a carteira vacinal atualizada é fundamental para proteger as crianças contra doenças que podem se agravar com a baixa umidade.

Outra recomendação é o uso de umidificadores de ar, que podem ajudar a manter a umidade relativa entre 40% e 60%, faixa considerada ideal para a saúde respiratória. No entanto, é importante usar esses aparelhos corretamente, pois um ambiente com umidade abaixo de 30% ou acima de 60% pode ser prejudicial, favorecendo o ressecamento das vias aéreas ou o crescimento de fungos, respectivamente. Para monitorar a umidade, existem aparelhos chamados higrômetros.

Uso de máscaras e cuidados em ambientes escolares

Em relação ao uso de máscaras, Dr. Ivância afirma que elas são eficazes para filtrar partículas e reduzir a transmissão de vírus, mas apresentam limitações para crianças pequenas. O uso não é recomendado para menores de dois anos, devido ao desconforto e risco de obstrução das vias aéreas. Para crianças entre dois e sete anos, a decisão deve considerar o comportamento da criança e a situação específica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso de máscaras para crianças acima de sete anos em ambientes com alta poluição ou risco de transmissão de doenças respiratórias.

Estudos indicam que a eficácia das máscaras é maior em adolescentes do que em crianças pequenas, principalmente porque as máscaras infantis nem sempre oferecem vedação adequada e as crianças tendem a removê-las com frequência. As máscaras cirúrgicas são as mais indicadas, enquanto as N95, embora mais eficazes, são menos confortáveis e mais caras, dificultando seu uso prolongado por crianças.

Nas escolas, para reduzir o contágio de doenças respiratórias, Dr. Ivância recomenda manter ambientes ventilados, preferencialmente com janelas abertas, e manter as carteiras espaçadas, quando possível. O uso de ar-condicionado pode ser necessário em dias muito quentes, mas deve ser combinado com outras medidas para garantir a circulação do ar. Além disso, crianças doentes devem ser mantidas em casa até a recuperação para evitar a disseminação de vírus.

Prevenção e cuidados para o período de retorno às aulas: Com a volta às aulas prevista para a próxima semana, os pais e responsáveis devem estar atentos aos cuidados para proteger as crianças dos efeitos do tempo seco e da baixa qualidade do ar. A hidratação adequada, a atualização da carteira vacinal, o uso correto de umidificadores e, quando indicado, o uso de máscaras são medidas essenciais para enfrentar esse período.

Embora a solução definitiva para o problema seja o retorno das chuvas e o aumento da umidade relativa do ar, as medidas preventivas podem reduzir o impacto na saúde das crianças e da população em geral.

Entenda melhor
  • Umidade relativa do ar: Idealmente deve estar entre 40% e 60% para a saúde respiratória.
  • Higrômetros: Aparelhos que medem a umidade do ar, auxiliando no uso correto de umidificadores.
  • Máscaras: Recomendadas para crianças acima de sete anos em ambientes com risco de contaminação; não indicadas para menores de dois anos.
  • Vacinação: Manter a carteira vacinal atualizada é fundamental para prevenir doenças respiratórias.
  • Ventilação: Ambientes escolares devem ser mantidos ventilados para reduzir a circulação de vírus.

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.