Segundo o produtor Neri José Tomasseto, seu pomar com 1.200 pessegueiros não gerou nenhum fruto neste ano
Calor extremo prejudica produção de pêssegos e ameixas
O ano de 2024 foi o mais quente da história, com temperaturas acima dos 30°C mesmo durante o inverno. Esse calor fora de época afetou significativamente a produção de frutas, principalmente pêssegos e ameixas. Diversos produtores da região registraram perdas significativas, com alguns chegando a não colher nenhuma fruta.
Impacto na comercialização e preços
Osmar Pachega, dono de um hortifrúti na região, relata a necessidade de importar frutas de outras cidades para suprir a demanda dos clientes. A falta de produção local elevou os preços de diversas frutas. O maracujá, por exemplo, teve um aumento de 24% no preço, enquanto o morango registrou alta superior a 34%. A dificuldade em encontrar frutas frescas e a consequente alta nos preços impactam diretamente o consumidor.
A importância do frio para a floração
Para uma boa produção de pêssegos, é fundamental que as árvores passem por um período de frio, com pelo menos 70 horas abaixo dos 13°C entre junho e julho. Em 2024, foram registrados dois verões e duas ondas de calor extremo durante o inverno, impedindo a floração adequada. Neri José Tomaceto, com 20 anos de experiência no cultivo de pêssegos, afirma nunca ter presenciado situação semelhante. Um produtor com 1200 pés de pessegueiros, mesmo com irrigação, teve a floração comprometida pelo clima, resultando em perda significativa da produção.
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Para garantir o acesso a frutas frescas e de qualidade, os consumidores precisam estar preparados para pagar um pouco mais. A combinação de fatores climáticos adversos e a consequente redução da produção impactam diretamente os preços no mercado.