Período de estiagem chega a 40 dias na região de Ribeirão Preto; levantamento aponto que focos de incêndio cresceram 50%
Mais de 354 focos de incêndio foram registrados em São Paulo desde o início do ano, um aumento de 48% em comparação com o mesmo período de 2023, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Incêndios de grandes proporções
Um dos maiores incêndios recentes ocorreu na região de São Carlos, destruindo uma vasta área de floresta em apenas três horas. A rápida propagação do fogo, que começou em um único ponto, devastou a vegetação rasteira e inúmeras mudas, muitas das quais não se recuperarão. O engenheiro agrônomo Eduardo Goulardens Neto acredita que o incêndio tenha sido criminoso, apontando para um histórico de incêndios na região e práticas como o uso do fogo para limpeza de áreas florestais.
Consequências ambientais e riscos à saúde
Em Rio Claro, foram registrados 12 incêndios em 2023, e em menos de 30 dias em 2024, quatro grandes queimadas atingiram uma área equivalente a 20 campos de futebol. A geógrafa Vânia Rosolém explica que a perda da cobertura vegetal deixa o solo mais arenoso, impedindo a absorção da água da chuva e causando déficit hídrico. Além disso, os incêndios causam estresse ambiental, afetando a fauna e a qualidade do ar, com consequências irreversíveis para o ecossistema. O diretor do Instituto de Geociências da Unesp de Rio Claro, José Alexandre Perinoto, alerta para a necessidade de maior conscientização sobre os danos causados pelos incêndios.
A prevenção e o combate aos incêndios florestais exigem um esforço conjunto. A fiscalização e a aplicação de multas em casos de incêndios em vegetação nativa, calculadas de acordo com a área devastada, são medidas importantes. No entanto, a conscientização da população sobre a importância da preservação ambiental e o sentimento de pertencimento à natureza são fundamentais para evitar novos desastres.



