Hábitos tradicionalmente associados aos avós estão conquistando espaço entre os mais jovens. Práticas como cozinhar em casa, fazer crochê, cuidar de plantas e reduzir o tempo de tela têm ganhado força, especialmente entre integrantes da geração Z, em um movimento que busca um estilo de vida mais equilibrado.
Em entrevista à CBN Ribeirão, a jornalista e ativista da longevidade Nati Dornelas afirmou que essa mudança vai além da estética e representa um resgate de costumes que podem contribuir para a qualidade de vida. Segundo ela, a tendência surgiu nas redes sociais, mas já reflete transformações no comportamento dos jovens.
Novos hábitos
Nati explica que uma das tendências começou com o chamado “nonna core”, inspirado no visual das avós, com roupas de brechó e peças de estilo retrô. Com o tempo, esse movimento evoluiu para um estilo de vida que incorpora práticas do cotidiano das gerações mais antigas.
Entre os hábitos citados estão a preparação de refeições em casa, trabalhos manuais, como o crochê, e o cultivo de plantas. Para a especialista, esse comportamento representa uma busca por atividades que favorecem o bem-estar e o equilíbrio.
Ela também observa que muitos jovens têm adotado mudanças em seus hábitos de consumo e lazer, como a redução do consumo de bebidas alcoólicas e o interesse por atividades que estimulam a criatividade e diminuem o tempo em frente às telas.
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Qualidade de vida
Segundo Nati Dornelas, o movimento representa uma mudança importante em uma sociedade que, tradicionalmente, valoriza a juventude como referência estética e comportamental. Para ela, é significativo ver pessoas mais jovens buscando inspiração em hábitos associados ao envelhecimento.
A especialista acredita que esse estilo de vida pode trazer benefícios a médio e longo prazo, principalmente ao incentivar atividades manuais, momentos de convivência e uma rotina menos dependente da tecnologia.
Ela ressalta ainda que o excesso de tempo de tela afeta pessoas de todas as idades, inclusive idosos, e que o equilíbrio entre tecnologia e atividades presenciais pode contribuir para uma melhor qualidade de vida.
Zonas Azuis
Durante a entrevista, Nati também citou as chamadas “Blue Zones”, regiões do mundo conhecidas pela concentração de pessoas centenárias. Uma delas é a Sardenha, na Itália, onde hábitos como cozinhar em casa, caminhar diariamente e manter uma rotina ativa fazem parte do cotidiano.
Ela destacou que, nesses locais, a atividade física acontece de forma natural, por meio das tarefas diárias, e que a alimentação e o convívio social também estão entre os fatores associados à longevidade.
Para a jornalista, observar esses estilos de vida pode servir de inspiração para quem busca envelhecer com mais qualidade, mantendo hábitos simples e sustentáveis ao longo da vida.



