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‘Tendência que deve continuar’, diz economista sobre desemprego no comércio em Ribeirão Preto

Caged divulgou dados da economia e mostrou uma alta no desemprego no setor da cidade em março
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Caged divulgou dados da economia e mostrou uma alta no desemprego no setor da cidade em março

Caged divulgou dados da economia e mostrou uma alta no desemprego no setor da cidade em março

Dados do Ministério da Economia apontam cenário preocupante para o mercado de trabalho em Ribeirão Preto e Franca em março. Enquanto alguns setores apresentaram crescimento, o comércio foi o único com saldo negativo, indicando aumento de demissões em relação às contratações.

Impacto da Pandemia

A segunda onda da pandemia é apontada como principal causa para a queda nas contratações. A redução foi significativa: 70,5% em Ribeirão Preto e quase 80% em Franca. A demora na vacinação e o cenário pandêmico contribuíram para o enfraquecimento do mercado de trabalho. Muitos empresários, diante do abre e fecha de atividades, optaram por demissões ou redução do quadro de funcionários, trabalhando com equipes menores ou sozinhos.

Números de Março em Ribeirão Preto e Franca

Em Ribeirão Preto, foram 485 empregos formais com carteira assinada em março, contra 1646 em fevereiro. Em Franca, o número caiu de 2469 contratações em fevereiro para 517 em março. Os setores que mais contrataram em Ribeirão Preto foram serviços (quase 300 vagas), construção civil e indústria. Em Franca, a indústria de transformação (calçados) liderou as contratações com 285 vagas, seguida pela construção civil e, por último, comércio e serviços. Mesmo com datas comemorativas como o Dia das Mães, o otimismo para a geração de empregos permanece baixo.

Perspectivas para os Próximos Meses

A análise indica que a flexibilização do comércio para o Dia das Mães foi uma medida paliativa do governo, já que os indicadores de ocupação de leitos (acima de 80%, chegando a 90% em algumas regiões) sugerem que a região deveria estar na fase vermelha. A perspectiva para os próximos meses não é otimista, com a economia ainda sofrendo os impactos da pandemia e a baixa velocidade da vacinação gerando insegurança entre os empresários. A recuperação da confiança e otimismo no mercado de trabalho deve levar tempo, com previsão de desaceleração econômica pelo menos até o fim do primeiro semestre. A dificuldade de encontrar empregos leva muitas pessoas a buscarem alternativas na informalidade ou no empreendedorismo individual.

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