Segundo levantamento, 71 % dos casos acontecem nas cidades do interior; 112 mulheres foram assassinadas no estado em 2018
Segundo dados recentes, 71% das tentativas de feminicídio em São Paulo ocorrem no interior do estado, um índice preocupante considerando que 51% da população paulista reside nessa região. A violência contra a mulher, muitas vezes cíclica, começa com ciúmes e exclusão social, evoluindo para agressões físicas e, em casos extremos, culminando em feminicídio.
Casos e Contextos
O caso de Camila Lourenço, de 32 anos, assassinada com dez facadas, ilustra a trágica realidade. Sua morte, após um relacionamento marcado por ciúmes excessivos do agressor, demonstra a escalada da violência. Em 2023, foram registrados 102 feminicídios e mais de 300 tentativas em todo o estado, com a maioria dos casos concentrados no interior.
Fatores Culturais e Sociais
Para especialistas, o machismo enraizado, especialmente forte em cidades do interior, contribui significativamente para o problema. A cultura que considera a mulher propriedade do marido leva homens a reagirem com violência quando a parceira busca independência ou o fim do relacionamento. A psicóloga Madeleine Marcelino destaca a necessidade de combater essa mentalidade nociva.
Rompendo o Ciclo da Violência
A advogada criminalista Carla Misurino enfatiza a importância de identificar os sinais de alerta, como ciúmes excessivos e exclusão social. A especialista aconselha as mulheres a romper o ciclo de violência, denunciar qualquer agressão e buscar ajuda imediatamente. Mais de 50 mil casos de agressão contra mulheres foram registrados em São Paulo, com mais de 60% ocorrendo no interior. A denúncia é fundamental para interromper esse ciclo de violência e proteger as mulheres.



