As compras online para o Dia das Mães seguem exigindo atenção redobrada dos consumidores. Um levantamento da Serasa apontou que, entre 27 de abril e 11 de maio do ano passado, foram registradas mais de 102 mil tentativas de golpes no e-commerce brasileiro, média de 6,8 mil por dia.
Segundo os dados, o número representa cerca de cinco tentativas de fraude por minuto. Caso todos os golpes tivessem sido concluídos, o prejuízo poderia ultrapassar R$ 115 milhões. O aumento nas compras durante datas comemorativas é apontado como um dos fatores que favorecem a ação dos criminosos.
Golpes online
A coordenadora regional do Procon de Ribeirão Preto, Raissaa Baldochi, alertou que os criminosos têm criado estratégias cada vez mais sofisticadas para enganar consumidores, principalmente durante períodos de grande movimentação do comércio.
Entre os golpes mais comuns estão o envio de links falsos por e-mail e aplicativos de mensagens, geralmente passando-se por órgãos oficiais, como Receita Federal, Procon e departamentos de trânsito. Os criminosos costumam informar supostas pendências cadastrais ou financeiras para induzir a vítima ao erro.
Raissaa orienta que o consumidor desconfie de mensagens suspeitas e procure sempre confirmar a veracidade das informações diretamente nos canais oficiais dos órgãos ou presencialmente, quando possível.
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Compras seguras
Outra recomendação é verificar cuidadosamente os sites antes de finalizar uma compra. Segundo o Procon, é importante conferir se o endereço eletrônico possui erros ortográficos, se há CNPJ disponível e se a empresa possui hospedagem no Brasil.
A coordenadora também destacou que o consumidor deve desconfiar de preços muito abaixo do mercado. Para ela, ofertas extremamente vantajosas podem indicar fraude ou clonagem de páginas.
O Procon São Paulo disponibiliza ainda uma lista de sites não confiáveis, ferramenta que pode ser consultada pelos consumidores antes da compra para evitar prejuízos.
Direitos do consumidor
Caso a vítima perceba que caiu em um golpe, a orientação é agir rapidamente. O consumidor deve entrar em contato com o banco para tentar o bloqueio ou estorno do pagamento, especialmente em operações feitas por Pix.
Além disso, o Procon recomenda reunir comprovantes de pagamento, conversas, notas fiscais e registros da negociação para abertura de reclamação administrativa e eventual boletim de ocorrência.
Raissaa Baldochi também lembrou que o consumidor possui direito de arrependimento em compras online. Pela legislação, é possível desistir da compra em até sete dias após a contratação e solicitar o reembolso do valor pago.



