A escolha entre manter funcionários próprios ou adotar a terceirização vai além da comparação de custos diretos. A análise restrita ao que é mais barato ignora fatores como treinamento, rotatividade, produtividade e riscos trabalhistas, que podem impactar a empresa no médio e longo prazo, segundo especialistas em direito do trabalho.
Na terceirização, a atenção deve estar na qualidade, capacidade técnica e reputação do fornecedor. A subordinação direta de trabalhadores terceirizados pela empresa contratante pode descaracterizar o modelo e gerar vínculo empregatício, ampliando o risco de passivos trabalhistas. Já na contratação direta, controles de jornada, horas extras, adicionais e saúde do trabalhador são pontos sensíveis.
Além da folha de pagamento e dos encargos previdenciários, existem custos menos visíveis, como ações trabalhistas, multas administrativas, sobrecarga do RH e queda de produtividade. Ouça o áudio da coluna CBN Via Legal e entenda quais cuidados são essenciais para reduzir riscos na gestão de pessoas.