Ouça a coluna ‘CBN Cinema’, com Marcos e André de Castro
A terceira sequência de Bruxa de Blair voltou aos cinemas, mas será que ela captura a magia do filme original de 1999?
Um Sucesso Difícil de Repetir
Ao contrário do primeiro filme, que se tornou uma febre cultural impulsionada por uma inteligente campanha de marketing na internet (ainda incipiente na época), este terceiro filme está longe de alcançar o mesmo sucesso. O impacto do original, com sua bilheteria de mais de 150 milhões de dólares, foi resultado de um fenômeno cultural único e difícil de replicar.
Enredo Familiar, Técnica Moderna
O enredo retoma a premissa do primeiro filme, focando no irmão da protagonista original que busca pistas sobre seu desaparecimento. A narrativa acompanha um grupo de amigos na floresta, guiados por moradores locais, utilizando equipamentos modernos. Apesar da premissa familiar, a técnica de filmagem, semelhante ao found footage do original, é aprimorada, oferecendo uma experiência visual mais moderna e, para os cinéfilos, mais interessante. Embora não apresente sustos constantes, a atmosfera de angústia e o trabalho sonoro são elogiados, garantindo alguns momentos de tensão.
Uma Experiência Cinematográfica
Apesar de não alcançar o impacto cultural do original, a nova Bruxa de Blair oferece uma experiência cinematográfica digna, principalmente para quem aprecia a técnica de filmagem found footage. A evolução técnica em relação ao primeiro filme é notável, e a atmosfera de suspense consegue entreter, mesmo sem ser um filme de terror repleto de sustos. A experiência, portanto, se justifica para os fãs do gênero e para apreciadores da evolução da linguagem cinematográfica.



