Samuel Sandrim foi preso pela Polícia Federal suspeito de financiar uma quadrilha de tráfico de drogas
Após 25 dias de licença, o vereador Samuel “Sandrinho”, preso pela Polícia Federal em abril por suspeita de financiar uma quadrilha de traficantes, teve seu afastamento da Câmara de Sertãozinho encerrado nesta quarta-feira. Com isso, a Câmara volta a contabilizar suas ausências, o que pode levar a um pedido de cassação caso o número de faltas exceda o limite.
Prejuízos para a população
Para Luís Elgênio Scarpino Jr., advogado da Comissão de Direito Eleitoral da UAB, as ausências do vereador prejudicam a representatividade da população. A falta de um suplente ou a indefinição da situação de Sandrinho geram um “embrulho” que prejudica a cidade. O vereador, preso em Araquara, não recebe salário desde seu afastamento.
Possível cassação e mobilização popular
Com 26 faltas – um terço do total previsto para o ano – Sandrinho se aproxima do limite para um pedido de cassação, segundo a assessoria de imprensa da Câmara. Scarpino Jr. sugere que a população se mobilize para pressionar por uma solução rápida, buscando apresentar uma representação para buscar providências contra o vereador.
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Situação do suplente e próximos passos
O suplente, professor Fábio, chegou a assumir o cargo em julho, mas foi afastado após decisão judicial que atendeu a um pedido do Ministério Público. A posse de Fábio congelava a contagem das faltas de Sandrinho. A Câmara afirma não ter recebido novos pedidos de licença do vereador preso, e a reportagem não conseguiu contato com sua defesa. Vale ressaltar que o suplente só pode ser convocado se o vereador se afastar por mais de 30 dias.



