Morador, cansado de esperar pela ação do município. já retirou 80 sacos cheios de entulho do local
Um mutirão realizado neste fim de semana em Ribeirão Preto colocou em evidência um ponto de descarte irregular de resíduos que tem gerado preocupação entre moradores e autoridades locais. A área afetada fica próxima ao cruzamento entre as avenidas Caramuru e Delmo Perdiza, na entrada da cidade pelo anel viário, e é apontada como um foco de lixo acumulado em uma região de mata nativa.
Ponto de descarte irregular
O local virou um destino frequente para despejo de entulho e lixo doméstico, transformando-se em um “ponto viciado” de descarte. Moradores relatam acúmulo permanente de sacos e objetos descartados, que atraem animais e comprometam as condições sanitárias da vizinhança. A reportagem da EPTV 1, que vai ao ar nesta segunda-feira, mostra a extensão do problema e como a mata nativa tem sido tomada por detritos.
Mobilização de moradores
Com pouco retorno da prefeitura, vizinhos da área passaram a agir por conta própria. Um morador que acompanha a situação informou ter recolhido mais de 80 sacos de lixo enquanto tentava minimizar os riscos para a comunidade. Especialistas ouvidos destacam que o acúmulo favorece a presença de ratos, baratas e escorpiões, e, em períodos de chuva, cria condições propícias para a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue.
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Responsabilidade pública e desafios da coleta
Além da falta de conscientização de parte da população, moradores cobram intervenções do poder público, como a instalação de barreiras físicas que impeçam o acesso de veículos e pessoas que descartam irregularmente. A administração municipal também é criticada pela oferta limitada de ecopontos — atualmente reduzida a seis — e pela baixa capacidade de reciclagem: segundo relatos consultados, a coleta seletiva chega a reciclar menos de 1% do lixo gerado. Houve ainda um período em que a coleta domiciliar foi interrompida por problemas contratuais; o serviço foi restabelecido, mas residentes afirmam que a capacidade atual não dá conta do volume produzido por uma cidade de cerca de 700 mil habitantes.
O mutirão e a cobertura jornalística pretendem dar voz aos moradores e pressionar por soluções permanentes que impeçam o retorno constante do descarte irregular e reduzam os riscos à saúde pública na área.



