Local fica ao lado de uma escola municipal e materiais jogados podem servir de criadouros para o mosquito Aedes Aegypti
Terreno ao lado de escola vira depósito de lixo e preocupa moradores
Um terreno baldio ao lado da Escola Municipal Sebastião Aguiar de Azevedo (Unidade 1), no bairro Presidente Dutra, zona norte de Ribeirão Preto, tem se transformado em ponto frequente de descarte irregular de lixo. Moradores relatam acúmulo de resíduos domésticos, mato alto e ausência de calçada, situações que expõem crianças e adolescentes que circulam diariamente pela região a riscos como a proliferação do mosquito Aedes aegypti e a presença de animais peçonhentos.
Moradores descrevem rotina de sujeira e descaso
O comerciante Newton Aparecido de Oliveira, que tem um filho de 6 anos matriculado na unidade, afirma que o problema é antigo. “Isso tem coisa de 5, 6 anos”, disse, resumindo a sensação de abandono. Segundo ele, o despejo é feito por moradores e por pessoas que recolhem materiais para reciclagem, que acabam descartando sacos e entulhos no local por ser um ponto de fácil acesso.
Newton relata que, apesar das limpezas eventuais realizadas pela prefeitura, o lixo reaparece rapidamente. “A limpeza é feita pela administração, mas de um dia para o outro a sujeira volta. A falta de conscientização da população é o que provoca isso”, afirmou. Além do risco relacionado à dengue — a cidade está em epidemia de nível 2 —, ele cita o forte odor, a falta de calçada em parte do percurso e o aumento da circulação de animais indesejáveis.
Prefeitura promete vistoria; moradores pedem agilidade
Em nota, a prefeitura informou que enviará equipe da fiscalização geral para vistoriar o terreno e programar as medidas necessárias. Caso o local seja particular, o proprietário será notificado; se não houver ação, a administração municipal poderá realizar a limpeza e depois cobrar o responsável. Em terrenos públicos, a prefeitura se comprometeu a executar os serviços.
O terreno fica na Rua Japurá, próximo à esquina com a Rua Rio Paraguassu, local de passagem diária de alunos do ensino fundamental. Moradores lembraram que aquele não é o único ponto com descarte irregular na zona norte: locais próximos, como um trecho da Rua Tapajós ao lado do Centro de Controle de Zoonoses, também apresentam problemas semelhantes.
Autoridades e vizinhos reforçam a necessidade de atuação rápida, dado o potencial de risco à saúde das crianças e da população em geral. Quem quiser denunciar pontos de descarte irregular pode procurar os canais de comunicação da cidade.
O apelo dos moradores é por soluções que incluam fiscalização constante e campanhas de conscientização para evitar que o mesmo terreno volte a servir como depósito de resíduos.



