Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Caetano Cury
A manhã desta [data] foi marcada pela remoção de aproximadamente 35 pessoas de uma área particular no bairro Heitor Rigon, zona norte de Ribeirão Preto. A ação, que teve início nas primeiras horas do dia, cumpriu uma ordem judicial de reintegração de posse.
Operação de Desocupação
A operação de desocupação contou com o acompanhamento de policiais militares, bombeiros, equipes do Ministério Público, da Secretaria de Assistência Social e da Fiscalização Geral do Município. O terreno, localizado no cruzamento das ruas José de Alcântara e Benedito Firmino de Brito, havia sido invadido no início do ano.
Contexto da Invasão e Ação Judicial
Embora o local já tenha abrigado até 24 famílias, totalizando cerca de 120 pessoas, atualmente, apenas 15 famílias permaneciam no terreno. A propriedade pertence a uma empresa de equipamentos agrícolas sediada em Serrana, que, segundo o advogado André Arquete Maglio, solicitou a desocupação há quatro meses. O advogado enfatizou o direito constitucional de seu cliente à preservação da área e a legalidade da ação de reintegração de posse.
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Reação dos Moradores e Assistência Social
De acordo com a Capitã da PM, Silvia Taço, os moradores cumpriram a determinação judicial de forma pacífica, desmontando suas estruturas logo pela manhã. O líder dos moradores, o pintor Sidney Eduardo Gracie, informou que o grupo será transferido para outro terreno próximo, enquanto um condomínio em obras poderá ser utilizado temporariamente para o depósito de seus pertences. A Secretaria Municipal de Assistência Social ofereceu suporte aos moradores, mas a maioria recusou a estadia temporária na central de triagem, optando por buscar abrigo em casas de parentes e amigos. A maioria dos moradores é composta por homens entre 20 e 40 anos, mas também há mulheres e crianças no grupo. Antônio Santos, um dos moradores, mencionou que sua esposa está grávida e que eles têm buscado participar de programas habitacionais.
A situação demonstra a complexidade dos desafios habitacionais enfrentados por parte da população, exigindo soluções que conciliem o direito à propriedade com a necessidade de moradia digna.



