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Teste comprova que aumento da quantidade de etanol na gasolina não afeta desempenho de carros

Veículos flex ou somente a gasolina não apresentaram problemas com a mistura; CNPE decide sobre início da implementação
Teste comprova que aumento da quantidade
Veículos flex ou somente a gasolina não apresentaram problemas com a mistura; CNPE decide sobre início da implementação

Veículos flex ou somente a gasolina não apresentaram problemas com a mistura; CNPE decide sobre início da implementação

O governo brasileiro estuda aumentar o percentual de álcool anidro na gasolina de 27% para 30% — Teste comprova que aumento da quantidade —. O Instituto Mauá concluiu os testes sobre essa alteração e constatou que não há problemas para veículos flex ou movidos exclusivamente a gasolina com o aumento desse percentual.

Os estudos de viabilidade serão encaminhados ao Conselho Nacional de Política Energética, órgão que assessora a Presidência da República e que decidirá sobre a implementação da nova mistura, prevista para este ano. A mudança tem como objetivos responder à ameaça do governo americano de taxar o etanol brasileiro e conter os aumentos constantes no preço da gasolina.

Aspectos técnicos da mudança: O álcool anidro é adicionado à gasolina para evitar a auto detonação do motor, substituindo o chumbo. Diferente do álcool hidratado, que pode conter até 7,5% de água, o álcool anidro não possui água em sua composição. O aumento de 27% para 30% de álcool anidro na gasolina pode afetar o desempenho dos veículos dependendo do modelo e da tecnologia do motor.

Impactos nos veículos: Segundo o professor de engenharia mecânica Lucas Mora, os veículos flex possuem unidades de controle eletrônico (ECU) que fazem ajustes automáticos conforme o combustível utilizado. No entanto, esses ajustes têm limites e a química da queima do combustível não muda com a legislação. O estudo do governo considerou apenas 17% da frota, o que significa que outros modelos podem apresentar problemas com a nova mistura.

Veículos mais antigos, especialmente os carburados, podem sofrer danos significativos, como problemas no sistema de injeção, nos bicos e corrosão de componentes. Além disso, o aumento do percentual de álcool anidro pode resultar em maior consumo de combustível.

Adaptação da indústria e dos consumidores

A indústria automotiva deverá se adequar à nova norma para garantir o funcionamento correto dos veículos com a mistura aumentada. Veículos novos poderão sair de fábrica preparados para o percentual maior de álcool anidro, enquanto veículos antigos podem demandar adaptações mecânicas e manutenção mais frequente.

O professor também destacou que o aumento do percentual de biocombustíveis não é exclusivo da gasolina, citando o aumento do biodiesel no diesel, que também tem causado problemas em alguns veículos. Consumidores poderão enfrentar custos adicionais para ajustes e manutenção decorrentes da mudança.

Informações adicionais

O Conselho Nacional de Política Energética ainda não divulgou uma decisão final sobre a implementação da nova mistura. O impacto exato da mudança pode variar conforme o modelo do veículo e sua tecnologia, e o governo não divulgou detalhes sobre o cronograma de implantação.

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