Depoente disse que Isaac Antunes pediu para que eleitores do bairro João Rossi votassem nele com a promessa de ‘limpar nomes’
Pedido de Votos e Promessas de Limpeza de Nome
Uma testemunha relatou à reportagem da IPTV que, em atrássto de 2016, participou de uma reunião no Conjunto João Rossi com o então candidato a vereador, Isaac Antunes. Antunes teria prometido limpar o nome de moradores com problemas de crédito em troca de seus votos. A testemunha afirma que outros moradores também levaram documentos pessoais para a reunião.
Compra de Votos e Possíveis Consequências
Segundo a testemunha, 20 dias antes das eleições de 2016, Antunes retornou ao prédio solicitando votos dos moradores. O advogado Carlos Manela explica que essa prática é proibida pela lei eleitoral. A compra de votos pode resultar em pena de reclusão de até quatro anos, inelegibilidade por até oito anos e perda de mandato, caso o cargo seja eletivo.
Documentos Assinados e Desconhecimento
Pelo menos dez pessoas participaram da reunião, segundo a testemunha, todas assinando documentos sem conhecimento prévio de seu conteúdo. Esses documentos, posteriormente, foram parar nas mãos dos advogados presos na Operação Thames. A testemunha afirma ter descoberto apenas após o início da operação que havia assinado uma procuração judicial em favor desses advogados. Inicialmente, o objetivo da reunião, segundo seu depoimento, era apenas a promessa de limpeza de nome feita por Antunes.
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O vereador Isaac Antunes se recusou a comentar sobre o assunto. Ele é investigado pela Polícia Federal por suposto crime eleitoral e também é alvo de apuração na Comissão de Ética da Câmara. Os advogados presos na Operação Thames negam envolvimento em fraudes judiciais.



