Willians Silva de Souza disse que foi avisado por amigos policiais que teriam oferecido dinheiro pela morte dele
Testemunha da Operação Temis alega ameaças de morte
Ameaças reiteradas
William Silva de Souza, testemunha de acusação na Operação Temis, que investiga fraudes em ações judiciais de R$ 100 milhões, afirma ter sofrido novas ameaças de morte. Este é o segundo relato do tipo desde o início da operação, em janeiro deste ano. Em depoimento, Souza detalhou que amigos policiais o alertaram sobre uma oferta de dinheiro para que ele fosse morto, citando inclusive valores e pessoas envolvidas, como policiais da Tático Móvel. Ele mencionou Gustavo Caroprezo Soares de Oliveira, um dos 10 denunciados na operação, como um dos envolvidos nas ameaças.
Procura por proteção e contra-acusações
Souza afirma ter procurado o Gaeco e o Ministério Público diversas vezes pedindo proteção. Curiosamente, em fevereiro, ele registrou um boletim de ocorrência relatando ter encontrado duas munições intactas de calibre 38 em sua caixa de correspondências, mas não indicou suspeitos na ocasião. Paralelamente, o vereador Isaac Antunes registrou uma queixa contra Souza, acusando-o de pedir dinheiro para deixar a cidade e ameaçar contar informações sobre sua suposta participação no esquema investigado pela Operação Temis. A polícia, porém, descartou crime em ambos os casos.
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Investigação em andamento
A defesa de Gustavo Caroprezo não foi localizada para comentar as acusações. O Ministério Público ainda não se pronunciou sobre as ameaças relatadas por Souza nem sobre a solicitação de proteção. O caso permanece em investigação, com a complexidade aumentada pelas contra-acusações entre Souza e o vereador Antunes, ambas descartadas pela polícia em investigações anteriores. A situação demonstra a gravidade do caso e a necessidade de apuração completa dos fatos.



