CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Testemunhas começam a ser ouvidas em julgamento do caso Noah

Menino morreu após cirurgia de apêndice, em 2014; médico responsável deixou o seu plantão para ir a um jogo de futebol
Testemunhas começam a ser ouvidas
Menino morreu após cirurgia de apêndice, em 2014; médico responsável deixou o seu plantão para ir a um jogo de futebol

Menino morreu após cirurgia de apêndice, em 2014; médico responsável deixou o seu plantão para ir a um jogo de futebol

Começou na manhã desta segunda-feira o julgamento do médico Luciano Barbosa Sampaio, Testemunhas começam a ser ouvidas em julgamento do caso Noah, acusado no caso da morte do menino Noaa, ocorrida em junho de 2014. A sessão teve início com a seleção dos sete jurados que decidirão pela culpa ou inocência do réu. A escolha foi feita entre 15 pessoas, das quais dois foram excluídos por possuírem relação pessoal com as partes envolvidas no processo. A composição final do júri é formada por quatro homens e três mulheres.

O julgamento ocorre na cidade de São Paulo e conta com a participação do Ministério Público e da defesa do médico. A expectativa é de que o processo se estenda até a madrugada de terça-feira, com a oitiva de nove testemunhas ao longo do julgamento.

Seleção dos jurados: A escolha dos jurados é uma etapa fundamental do julgamento, pois eles serão responsáveis por avaliar as provas e decidir o veredito. Entre os 15 candidatos, a defesa e a acusação selecionaram sete pessoas, garantindo a imparcialidade do júri. Dois candidatos foram excluídos por terem vínculos pessoais com as partes envolvidas, o que poderia comprometer a imparcialidade do julgamento.

Testemunhas ouvidas: Na manhã desta segunda-feira, foram ouvidas as primeiras testemunhas. O primeiro a depor foi um perito, que apresentou informações técnicas sobre o caso. Em seguida, testemunhou um médico que atuou em defesa de Luciano Barbosa Sampaio. Estão previstas ainda as oitivas dos pais da vítima, que também serão ouvidos como testemunhas durante o julgamento.

Medidas de segurança durante o julgamento

Para garantir a lisura do processo, as testemunhas e os jurados permanecem incomunicáveis até o término de seus depoimentos. Essa medida busca evitar qualquer tipo de influência externa que possa interferir na decisão do júri.

Contexto do caso: O caso envolve a morte do menino Noaa, que ocorreu em junho de 2014. Na ocasião, a criança foi internada no Hospital Universitário de São Carlos, sendo posteriormente encaminhada para a Santa Casa com diagnóstico de apendicite. No dia seguinte, foi submetida a uma cirurgia realizada pelo médico Luciano Barbosa Sampaio.

Após a operação, o menino apresentou fortes dores abdominais, conforme relato dos pais ao médico responsável. Segundo o inquérito policial, o médico teria deixado o plantão sem a presença de um pediatra e se deslocado para São Paulo para assistir a um jogo de futebol. Devido à piora do quadro clínico, Noaa foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado gravíssimo, vindo a falecer no dia 7 de junho.

O julgamento ocorre justamente na semana em que se completam 10 anos da morte da criança, o que reforça a expectativa por uma decisão definitiva por parte do júri. A conclusão do julgamento está prevista para o início da madrugada de terça-feira, quando os jurados devem apresentar o veredito.

Entenda melhor

O julgamento por júri popular é um procedimento previsto no ordenamento jurídico brasileiro para casos de crimes dolosos contra a vida. A escolha dos jurados é feita entre cidadãos comuns, que devem analisar as provas apresentadas e decidir se o réu é culpado ou inocente. A incomunicabilidade dos jurados e testemunhas é uma medida para preservar a imparcialidade do processo.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.