O médico Luiz Antonio Garnica, a professora Larissa Rodrigues e a sogra dela, Elizabete Arrabaça
O Fórum de Ribeirão Preto foi palco, nesta segunda-feira, de um momento crucial no caso da morte da professora de pilates Larissa Rodrigues. Testemunhas foram ouvidas em audiência, aumentando a expectativa sobre a possibilidade de os réus enfrentarem um júri popular.
Testemunhas Chave e o Andamento da Audiência
A audiência de instrução reuniu 23 testemunhas, convocadas para prestar depoimento sobre o caso da professora de 37 anos, vítima de envenenamento por chumbinho. O marido de Larissa, o médico Luiz Antonio Garnica, e a sogra, Elisabeth Arrabassa, são os principais acusados e permanecem presos desde maio, negando qualquer envolvimento no crime. Uma das testemunhas, o médico legista responsável pelo laudo da morte, justificou sua ausência, comprometendo-se a responder aos questionamentos por escrito. Tanto Elisabeth quanto Garnica acompanharam os depoimentos virtualmente de seus respectivos presídios.
Expectativas do Ministério Público e a Defesa dos Réus
O promotor de justiça Marcos Tulio Nicolino expressou otimismo quanto à possibilidade de Luiz Garnica e Elisabeth Arrabassa serem levados a júri popular, com base nas evidências já apresentadas. Em contrapartida, os advogados de defesa manifestaram confiança na inocência de seus clientes. Julio Moçim, defensor de Garnica, argumenta que a prova oral reforçará a inocência do médico, enquanto Bruno Correia, advogado de Elisabeth Rabassa, aponta incongruências na investigação, questionando a motivação financeira alegada e a falta de provas concretas contra sua cliente.
Leia também
Acusações e o Cenário do Crime
O Ministério Público denunciou o marido e a sogra por feminicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Garnica também é acusado de fraude processual por alterar a cena do crime. As investigações apontam que Larissa descobriu um caso extraconjugal do marido e que o envenenamento foi motivado por interesses financeiros, visando evitar a partilha de bens em um possível divórcio. Mensagens da vítima indicam que ela planejava procurar um advogado para tratar da separação.
O desenrolar dos depoimentos será determinante para a decisão do juiz sobre o futuro do caso, com a possibilidade de um veredicto nos próximos dias.



