Ouça o quadro ‘A Cidade há 100 anos’, com Rosana Zaidan
Há 100 anos, a preocupação com insetos já era uma realidade. Em 17 de dezembro de 1915, o Jornal à Cidade noticiava uma solução curiosa para o problema das moscas e moscardos, que tanto atormentavam os cavalos.
A Descoberta na Nova Caledônia
Experiências realizadas na Nova Caledônia, uma ilha que pertencia à França na Oceania, revelaram que o óleo de fígado de bacalhau era um eficaz destruidor de moscas e moscardos. Os moscardos, também conhecidos como mutucas, eram especialmente incômodos devido ao seu tamanho e picada.
Como o Óleo de Fígado de Bacalhau Funcionava
O método utilizado era simples: o óleo de fígado de bacalhau era aplicado diretamente no couro dos cavalos. Os resultados eram impressionantes. As moscas e mutucas que entravam em contato com o óleo morriam, e aquelas que não morriam simplesmente se afastavam, não retornando mais. O óleo atuava como um repelente e pesticida, eliminando os insetos indesejados.
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Uma Solução para os Dias Atuais?
Considerando a situação crítica da dengue no Brasil, com epidemias recorrentes, surge a questão: será que o óleo de fígado de bacalhau poderia ser uma solução alternativa contra o Aedes aegypti? Há 100 anos, ele se mostrou eficaz contra as mosconas na Nova Caledônia. Quem sabe não poderia ajudar a combater o mosquito da dengue?
Embora a ideia possa parecer inusitada, a experiência do passado demonstra que soluções simples podem ser encontradas em lugares inesperados.



