Fosfoetanolamina sintética não teve efeito contra células do câncer de pâncreas e melanoma
Novos testes da fosfoetanolamina, conduzidos com cápsulas da Unicamp, revelaram resultados promissores no combate ao câncer de pulmão, mas demonstraram ineficácia contra células de câncer de pâncreas e melanoma. Os experimentos, realizados in vitro, trazem novas perspectivas para a pesquisa sobre a substância.
Resultados em Diferentes Tipos de Câncer
De acordo com os resultados, a fosfoetanolamina não apresentou efeitos significativos sobre as células de câncer de pâncreas e melanoma. Contudo, no caso do câncer de pulmão, a substância demonstrou potencial ao reduzir a viabilidade celular em 10,8% e a proliferação em 36,1%. Estes dados sugerem que a fosfoetanolamina pode ter um mecanismo de ação específico para determinados tipos de tumores.
Comparativo com Testes Anteriores
É importante lembrar que testes anteriores, divulgados no início do mês, utilizaram cápsulas de 500mg produzidas pelo Instituto de Química da USP de São Carlos. Nesses testes, realizados em ratos, observou-se uma diminuição de 34% nos tumores e ausência de metástase. A comparação entre os diferentes estudos, com variações na origem das cápsulas e nos modelos de teste (in vitro vs. in vivo), é crucial para uma avaliação completa do potencial da fosfoetanolamina.
Próximos Passos na Pesquisa
Os testes foram acompanhados pelo Centro de Inovação em Ensaios Pré-clínicos de Florianópolis (Siemp), que monitora de perto os testes em animais e humanos. A continuidade da pesquisa, com a realização de novos estudos e a análise aprofundada dos mecanismos de ação da fosfoetanolamina, é essencial para determinar seu real potencial terapêutico.
Embora os resultados sejam mistos, o impacto da substância em células de câncer de pulmão merece atenção e justifica o prosseguimento das investigações.



