Ator e crítico de cinema André de Castro trás suas impressões sobre o filme e os efeitos especiais do longa; ouça o ‘Cinema’
O filme The Flash, integrante da Liga da Justiça, chegou aos cinemas brasileiros gerando expectativas e questionamentos. Será que vale a pena assistir? Para responder a essa pergunta, conversamos com o ator e crítico de cinema André di Castro.
Efeitos Visuais e Saturação do Gênero
André comenta que, há dez anos, The Flash seria encarado de forma diferente. Hoje, com a saturação de filmes de super-heróis e a evolução da computação gráfica, os estúdios precisam ter cuidado com a qualidade dos efeitos visuais. Comparação é inevitável e falhas são facilmente percebidas, mesmo por quem não é especialista. No caso de The Flash, a computação gráfica apresenta falhas evidentes.
Atuação e Roteiro
Outro ponto levantado por André é a atuação de Ezra Miller. O ator, que já teve uma carreira promissora, se envolveu em polêmicas e excessos, o que impactou sua performance no filme. Sua atuação é considerada over, exagerada e caricata, prejudicando a credibilidade da história. Além disso, o roteiro é apontado como pouco coeso, com clichês e repetições, especialmente no que diz respeito ao multiverso. A história, apesar de ter um núcleo familiar interessante, não consegue sustentar o filme.
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Pontos Positivos e Considerações Finais
Apesar das críticas, André destaca a atuação de Michael Keaton como Batman, que traz nostalgia e agrada até mesmo quem não é fã de quadrinhos. A atuação de Keaton e o sentimentalismo da história familiar são os pontos altos do filme. No entanto, a computação gráfica deficiente e o roteiro fraco prejudicam a experiência geral. A bilheteria abaixo do esperado nos EUA reforça as críticas negativas. O filme, com orçamento de 200 milhões de dólares, não conseguiu alcançar o sucesso previsto, levantando questionamentos sobre os rumos dos blockbusters de super-heróis.



