Performance do Grupo Cena 11 é nesta sexta-feira, às 20h30; ingressos custam de R$ 5 a R$ 17
Nesta sexta-feira, Ribeirão Preto recebe o espetáculo de dança Protocolo Elefante, da companhia Sena 11. Com 25 anos de estrada, a companhia apresenta um trabalho que reflete sobre os ciclos da vida, utilizando a metáfora do elefante que se afasta da manada antes de morrer.
Uma coreografia introspectiva
Em um palco neutro e com cores sóbrias, os sete bailarinos da Sena 11 retratam, por meio de gestos firmes, a jornada final do elefante. A coreografia, criada pelo diretor Alejandro Arméde, explora as condições inerentes à vida e à passagem pelas diferentes etapas existenciais. A peça questiona o sentido da continuidade, tanto para a companhia quanto para cada indivíduo, indagando sobre o legado deixado ao longo do tempo.
O corpo como expressão
O espetáculo também explora a nudez dos bailarinos como forma de desconstrução da identidade cultural e retorno às origens. A ausência de roupas simboliza a fragilidade e, ao mesmo tempo, a força do corpo que se liberta de objetos de proteção e identificação cultural. A disponibilidade física dos bailarinos se torna a própria linguagem da dança, criando uma escultura em movimento.
Leia também
Reflexões sobre a vida e a morte
Protocolo Elefante, criado em 2015, propõe uma reflexão profunda sobre a morte e o renascimento, não de forma narrativa, mas como uma condição que gera movimento e expressão. A peça convida o público a uma introspecção sobre a própria existência e o ciclo da vida. O espetáculo será apresentado no Teatro Pedro II, às 20h30, com ingressos a R$ 17 (inteira).



