Marcelo Spanhol, estudante de 18 anos, teve o diagnóstico de TEA apenas aos 12; saiba mais sobre o transtorno!
Em reportagem produzida durante o Abril Azul — mês dedicado à conscientização sobre o autismo — equipes do G1 Ribeirão e da CBN trazem duas histórias de superação e ressaltam a importância do diagnóstico e do tratamento adequados. Uma delas trata do diagnóstico tardio de um jovem de Serrana; a outra, da remissão de um câncer raro que transformou a vida de um gerente de vendas.
Diagnóstico tardio e impacto das terapias
Marcelo, hoje com 18 anos, passou a infância sem diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA). Criança tímida na escola, com dificuldades na fala e na interação social, ele só recebeu o diagnóstico aos 12 anos, depois que professores de uma nova escola notaram comportamentos atípicos e encaminharam a família para investigação.
A partir do laudo, Marcelo iniciou acompanhamento multidisciplinar, com psicólogo e fonoaudiologia, entre outras terapias. Segundo o relato do jovem, o atendimento direcionado foi decisivo para a evolução de seu desenvolvimento e abriu caminho para novos projetos: ele pretende voltar a estudar e almeja carreira nas áreas de tecnologia e ciência da informação.
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O espectro, a visibilidade e os desafios do diagnóstico
Especialistas ouvidos na reportagem apontam que o autismo é de fato um espectro, com níveis e manifestações variadas, o que exige atenção e formação por parte de profissionais da saúde e da educação. A identificação tardia pode ocorrer quando sinais são sutis ou quando quadros comórbidos — como depressão — mascaram características do TEA, dificultando o reconhecimento precoce.
Para os pesquisadores e clínicos, campanhas como o Abril Azul são fundamentais para ampliar a conscientização, orientar famílias e garantir encaminhamentos que propiciem intervenções mais eficazes.
Remissão de tumor raro e mudança de perspectiva
Outra reportagem em destaque narra a história de Leonardo Simões e Silva, gerente de vendas que descobriu um tumor raro no pescoço identificado como histiocitose de células de Langerhans (HCL). Inicialmente preocupado com dificuldade para engolir, ele foi surpreendido pelo diagnóstico, mas adotou uma postura positiva e submeteu‑se ao tratamento indicado.
No final de 2022, Leonardo recebeu a notícia da remissão e relata que a experiência o fez enxergar a vida de maneira diferente, valorizando aspectos pessoais e profissionais com nova perspectiva.
As matérias publicadas reforçam a relevância do diagnóstico — seja em saúde mental ou em doenças raras — e a importância de políticas públicas e redes de apoio que favoreçam o acesso a avaliações e tratamentos adequados.



