Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Daniele Zeotti
Crianças são naturalmente espertas, alegres e cheias de peculiaridades. No entanto, alguns sinais repetitivos, especialmente em momentos de ansiedade e nervosismo, podem indicar a presença de tiques, movimentos involuntários, motores ou vocais, que podem deixar a criança inquieta e tensa.
O que são tiques e quando eles aparecem?
Os tiques são mais comuns na infância, com a maioria aparecendo antes dos 18 anos, principalmente entre os 5 e 9 anos. Muitas vezes, os pais não percebem esses movimentos na agitação do dia a dia, até que comecem a causar prejuízos na escola ou nos relacionamentos. É crucial diferenciar um tique motor de uma mania: o tique é um movimento rápido, brusco, estereotipado e repetitivo, que acontece várias vezes, e a criança sente dificuldade em controlá-lo.
Tipos de tiques e suas causas
Os tiques motores podem variar desde piscar os olhos, mexer o nariz ou a boca, até movimentos mais complexos envolvendo braços, ombros, pescoço e cabeça. Já os tiques vocais podem incluir pigarros, tosses, grunhidos e até a proferição de palavras involuntárias, que podem ser constrangedoras. A causa exata dos tiques ainda não é totalmente compreendida, mas sabe-se que fatores biológicos, genéticos (histórico familiar de tiques) e psicológicos (estresse e ansiedade) desempenham um papel importante.
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Como lidar com os tiques?
É fundamental que os pais não foquem excessivamente no tique, evitando repreender a criança. Em vez disso, é importante conversar abertamente sobre o assunto, explicando que é algo que tende a melhorar e que outros membros da família podem ter passado por isso. A comunicação com a escola também é essencial, especialmente se o tique for mais complexo e puder ser mal interpretado pelos colegas. Se o tique persistir, causar sofrimento ou prejuízos à criança, é recomendável procurar ajuda profissional de um neurologista ou psiquiatra infantil, e também de um psicólogo, para auxiliar a criança a lidar com a situação e encontrar formas saudáveis de lidar com o estresse e a ansiedade.
Ao abordar os tiques com compreensão e apoio, é possível minimizar o impacto na vida da criança e promover seu bem-estar emocional.