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A Operação Olerites, deflagrada em Barretus, resultou no afastamento do prefeito Guilherme Ávila, suspeito de participar de um esquema de desvio de R$ 11 milhões dos cofres públicos.
Desvio de Verbas e o Papel do Prefeito
A investigação, iniciada há cerca de um ano após denúncias de vereadores e moradores, aponta para um esquema que envolvia o superfaturamento de salários de funcionários municipais. Esses funcionários recebiam valores até cinco vezes maiores que seus salários, devolvendo a maior parte aos fraudadores. Cerca de 113 servidores foram afastados no início das investigações. Indícios encontrados pelo Ministério Público sugerem a participação direta do prefeito Guilherme Ávila no esquema, com ordens pessoais para o pagamento dos valores.
Ações da Operação e Busca de Provas
A operação cumpriu mais de 70 mandados de busca e apreensão em endereços que incluem a casa do prefeito, a prefeitura e empresas envolvidas. Documentos apreendidos devem comprovar o desvio de dinheiro público, incluindo o uso de R$ 200 mil para quitar um acordo judicial entre o prefeito e sua ex-companheira. O diretor de RH, Carlos Alberto Peraçoli, também foi afastado por seu papel no controle dos relatórios de folha de pagamento. Servidores demitidos após o escândalo foram posteriormente perdoados pelo prefeito, segundo o Ministério Público. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo já havia autuado o prefeito por falta de documentos sobre pagamento de horas extras e gratificações.
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Desdobramentos e Próximos Passos
Com o afastamento do prefeito e do diretor de RH, o vice-prefeito Vaghe Keapete assume a prefeitura. A defesa do vice-prefeito e de Peraçoli não foi localizada para comentar o caso. O prefeito, em nota, alegou ter denunciado o esquema em janeiro do ano passado. O processo corre sob segredo de justiça.



