O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a pena de 40 anos de prisão em regime fechado aplicada a Guilherme Longo, padrasto do menino Joaquim Pontes Marques, morto em 2013 em Ribeirão Preto. A decisão foi unânime e rejeitou o recurso apresentado pela defesa.
Guilherme Longo foi condenado em outubro de 2023, dez anos após o crime. No recurso, os advogados alegaram ausência de provas e pediram absolvição ou redução da pena, o que foi negado pelo tribunal.
Entendimento do tribunal
Segundo o TJ-SP, não houve falhas técnicas no julgamento realizado pelo Tribunal do Júri. Com isso, foi mantida a condenação por homicídio qualificado, incluindo motivo fútil, uso de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O Ministério Público sustenta que Joaquim foi morto após a aplicação de 166 doses de insulina.
Repercussão do caso
O corpo de Joaquim foi encontrado no rio Pardo, em Barretos, cinco dias após o menino desaparecer em Ribeirão Preto, em novembro de 2013. O caso teve grande repercussão nacional.
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Guilherme Longo chegou a deixar o país e foi localizado na Espanha em 2018, após investigações que contaram com apoio da Polícia Internacional (Interpol). Ele foi extraditado ao Brasil e preso.
A defesa informou que deve recorrer a instâncias superiores para tentar reduzir a pena.
Situação da mãe
A mãe de Joaquim, Natália Pontes Marques, respondeu ao processo em liberdade, acusada de omissão por não impedir o convívio do filho com Guilherme Longo. Ela foi absolvida de todas as acusações.



