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TJ-SP diminui pena de mãe que espancou a filha até a morte

Condenada por júri popular, Jackeline Cristina Pereira teve pena pelo crime cometido em 2010 reduzida de 64 para 50 anos
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Condenada por júri popular, Jackeline Cristina Pereira teve pena pelo crime cometido em 2010 reduzida de 64 para 50 anos

Condenada por júri popular, Jackeline Cristina Pereira teve pena pelo crime cometido em 2010 reduzida de 64 para 50 anos

O Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu a pena de Jacqueline Cristina Pereira, mãe de Camille Vitória Pereira, de 64 para 50 anos de prisão. Camille, de apenas 1 ano e 9 meses, foi assassinada em 2010 em Ribeirão Preto pelo padrasto, André Fiúsa Marçal, que recebeu 83 anos e 10 meses de prisão.

Redução da Pena e Recurso da Defesa

A decisão do TJ-SP atendeu a um recurso de apelação da defesa de Jacqueline, que havia sido condenada por homicídio triplamente qualificado, estupro de vulnerável e omissão de socorro. O advogado Antônio Carlos de Oliveira afirma estar preparando um habeas corpus para tentar manter sua cliente em liberdade, alegando falhas na dosimetria da pena e questionando a validade do júri popular. A defesa também pretende recorrer ao STJ para anular o júri, argumentando cerceamento de defesa.

O Crime e as Consequências

O crime chocou a cidade de Ribeirão Preto. Camille foi espancada em 31 de janeiro de 2010, em sua própria casa, e morreu em decorrência de traumatismo crânio encefálico, síndrome do bebê espancado e pneumonia. Exames apontaram lesões em diferentes períodos, indicando abuso sexual. Após o crime, Marçal tentou fugir para Campinas, mas foi preso. Jacqueline foi presa em 2014, ficou um ano e meio detida e, após decisão do STJ em março deste ano, foi solta, sendo presa novamente após a decisão do TJ-SP.

Situação Atual

Apesar da redução da pena, a decisão do Tribunal de Justiça mantém a condenação de Jacqueline. A defesa continua buscando meios legais para reverter a situação, com recursos no STJ e pedido de anulação do júri. O caso permanece em andamento, com a mãe da vítima novamente presa e aguardando os desdobramentos judiciais.

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