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TJ-SP recebeu mais de 3 mil denúncias de erros médicos nos últimos dois anos

Enquanto as denúncias se multiplicam, famílias aguardam uma posição da Justiça para terem direito a indenização
erros médicos
Enquanto as denúncias se multiplicam, famílias aguardam uma posição da Justiça para terem direito a indenização

Enquanto as denúncias se multiplicam, famílias aguardam uma posição da Justiça para terem direito a indenização

O Tribunal de Justiça de São Paulo registrou um aumento significativo no número de ações por erro médico nos últimos dois anos, ultrapassando a marca de 3.200 processos. A demora no julgamento desses casos gera grande angústia para as famílias envolvidas, como demonstra o caso de Michelle Souza, em Ribeirão Preto.

Demora na Justiça e o Caso de Isabela Freitas

A família de Isabela Freitas, falecida em 2011 aos dois anos de idade, enfrentou uma batalha judicial de sete anos. Após o falecimento da criança em decorrência de suposta negligência médica na Santa Casa de Ribeirão Preto, a família buscou indenização por danos morais e materiais. O processo percorreu diversas instâncias, incluindo o Tribunal de Justiça de São Paulo, antes de resultar em uma condenação da Santa Casa.

Falhas Médicas e a Luta por Justiça

De acordo com o depoimento do pai, Gilmar Carneiro, os médicos da Santa Casa se recusaram a realizar exames de sangue em Isabela, mesmo diante de sinais de agravamento do quadro de saúde. A demora no atendimento e a falta de exames adequados contribuíram para o agravamento do estado da criança, culminando em sua morte. A perícia médica concluiu que houve falhas no atendimento, tratamento inadequado e omissão médica, gerando responsabilidade da Santa Casa pelo ocorrido. A mãe, Selma Freitas, expressou alívio com a decisão judicial, embora a Santa Casa tenha anunciado intenção de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça.

Reflexões sobre o Sistema de Justiça e Erros Médicos

O caso de Isabela Freitas destaca a complexidade do sistema judicial brasileiro no que tange aos processos de erro médico. A longa espera por justiça, aliada à necessidade de recorrer a instâncias superiores, demonstra a necessidade de aprimoramento do sistema para garantir maior celeridade e eficácia na resolução desses casos. A luta da família por justiça, após sete anos de espera, serve como um alerta para a importância da atenção médica adequada e da responsabilização dos profissionais e instituições envolvidos em casos de negligência médica.

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