Família pediu indenização de R$ 2,6 milhões, mas valor caiu para R$ 360 mil; caso aconteceu em 2011
Há quatro anos, um trágico acidente marcou a cidade de Takuari-tinga, ceifando a vida de uma criança de cinco anos em um clube náutico. Maria, como foi identificada, nadava com sua mãe e irmãs quando foi fatalmente sugada por um cano de drenagem, acionado sem aviso prévio aos banhistas.
O Acidente e a Busca por Justiça
O advogado Paulo Augusto Bernarde, representando os pais de Maria, enfatiza o descaso do clube ao lidar com a situação de risco. O processo judicial busca responsabilizar o clube pela negligência que culminou na morte da criança. Bernarde ressalta que a família está disposta a recorrer até Brasília, se necessário, para garantir uma indenização justa.
A Indenização e o Dano Moral
Inicialmente, a família buscava uma indenização de R$ 2,6 milhões por danos morais. No entanto, o valor foi significativamente reduzido. Embora a família não divulgue os valores exatos, afirma que pretende recorrer da decisão. O advogado Bernarde explica que a lei não estabelece um valor fixo para danos morais, mas considera a gravidade da lesão e o grau de culpa do causador do dano. Ele argumenta que a redução foi excessiva, considerando as circunstâncias do caso.
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Negligência e Falta de Amparo
O advogado ainda comenta que, apesar da promessa inicial de apoio, o clube não prestou assistência à família após o acidente. Ele aponta diversas falhas que evidenciam o descaso com a segurança dos frequentadores, desde a realização de serviços de limpeza que colocavam vidas em risco até a ausência de um salva-vidas. O processo revela uma série de problemas, como a piscina aberta sem supervisão, a falta de proteção na tubulação e a demora no resgate da criança.
O tribunal reconheceu a culpa do clube no evento que causou a morte de Maria, mantendo a condenação por dano moral. A discussão central não é o valor da vida, mas sim a extensão do dano causado à família pela perda irreparável.
Apesar do tempo decorrido, a família busca respostas e responsabilização pelo trágico evento. O pai de Maria, juntamente com bombeiros que estavam de folga, tentaram desesperadamente resgatá-la, mas seus esforços foram em vão.



