Saiba mais sobre o tema e alguns exemplos desses traumas, na coluna ‘CBN Comportamento’
As feridas da infância são lacunas ou traumas que impactam a vida adulta, principalmente nos relacionamentos. Embora todos carreguem essas marcas, a forma como lidamos com elas difere.
Ferida da Traição: Promessas não cumpridas
A ferida da traição surge quando promessas feitas na infância não são cumpridas pelas figuras de cuidado. Na vida adulta, isso se manifesta como uma necessidade extrema de controlar relacionamentos, gerando desconfiança e comportamentos controladores que, por fim, levam ao desgaste e ao abandono da relação. A pessoa busca controlar milimetricamente as ações do parceiro, o que causa sofrimento tanto para ela quanto para o outro.
Ferida da Rejeição: Sentimento de Indesejo
A ferida da rejeição, talvez a mais dolorosa de ser elaborada, origina-se na sensação de não ser desejado pelos pais. A criança percebe comportamentos que indicam rejeição, como frases que a fazem sentir indesejada. Na vida adulta, isso pode se manifestar de duas maneiras: ou a pessoa se torna excessivamente agradável, buscando agradar a todos para evitar a rejeição, tornando-se vítima de relacionamentos abusivos; ou, em um mecanismo de defesa chamado identificação com o agressor, ela repete o comportamento de rejeição, agindo de forma arrogante e agressiva.
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Lidar com essas feridas requer autoconhecimento e compaixão pelo passado. Reconhecer as faltas e agir para mudar padrões de comportamento é crucial para a superação. Buscar ajuda profissional é fundamental para elaborar essas feridas e construir relacionamentos mais saudáveis.