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Tomada do poder feita pelo Talebã no Afeganistão é uma derrota para as mulheres

Acompanhe o que muda na 'CBN Mulher', com a jornalista Heloísa Zaruh
Talebã Afeganistão
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O retorno do Talibã ao Afeganistão representa um enorme retrocesso para os direitos das mulheres afegãs. Após décadas de conquistas, o medo de que as mulheres voltem a ser privadas de seus direitos básicos é real e crescente.

Direitos das Mulheres Ameaçados

Antes da ascensão do Talibã em 1989, as mulheres afegãs ocupavam posições significativas na sociedade: 70% dos professores, 50% dos funcionários públicos e estudantes universitários, e 15% do poder legislativo. Elas podiam votar e tinham liberdade. Com a volta do grupo extremista, esse cenário de igualdade e participação está em risco iminente. O receio é que elas sejam impedidas de trabalhar, sair de casa sem permissão do marido, morar sozinhas e sejam obrigadas a usar burcas ou roupas similares, sob pena de espancamento pela polícia religiosa. A proibição de estudar e o uso de mulheres como escravas sexuais também são ameaças constantes.

Um Retrocesso Inacreditável

O contraste entre o passado e o presente é chocante. Em abril de 2021, um grupo de meninas afegãs desenvolveu um ventilador para auxiliar pacientes com COVID-19, sendo destaque na revista Forbes. Essa conquista, no entanto, torna-se praticamente impossível sob o domínio do Talibã. Apesar de promessas de respeito aos direitos femininos, ações como a remoção de propagandas com imagens de mulheres de lojas em Cabul demonstram a hipocrisia do grupo e a fragilidade dessas promessas. A imagem de pessoas fugindo do país, principalmente mulheres e crianças, retrata o caos e o desespero gerados pela situação.

O Futuro Incerto

A situação das mulheres afegãs é crítica e exige atenção global. A história de Malala Yousafzai, uma paquistanesa baleada pelo Talibã por defender a educação feminina, serve como um alerta e um exemplo de resistência. O futuro das mulheres afegãs permanece incerto, mas a luta pela igualdade e pelos direitos humanos continua, impulsionada pela esperança de um amanhã diferente.

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