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‘Tomar um mé’, ‘caiu a ficha’… de onde surgem essas expressões populares?

Lígia Boareto traz alguns ditados que fazem sucesso até hoje e outros que já caíram em desuso; ouça o 'CBN Papo Certo'
‘Tomar um mé’
Lígia Boareto traz alguns ditados que fazem sucesso até hoje e outros que já caíram em desuso; ouça o 'CBN Papo Certo'

Lígia Boareto traz alguns ditados que fazem sucesso até hoje e outros que já caíram em desuso; ouça o ‘CBN Papo Certo’

O programa CBN Papo Certo abordou o tema dos ditos populares, ‘Tomar um mé’, ‘caiu a ficha’…, destacando expressões que foram muito usadas no passado, mas que hoje perdem o sentido ou caem em desuso. A conversa ressaltou que muitas dessas expressões têm origem desconhecida e surgem no imaginário popular sem autoria definida.

Expressões populares e suas interpretações

Um exemplo citado foi a expressão “pegou o bom de andando e quer sentar na janelinha”, usada para descrever quem chega em uma situação já em andamento e quer se beneficiar sem ter contribuído. Também foi discutida a expressão “por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento”, que indica uma aparência agradável, mas um conteúdo ruim, embora sua origem seja incerta e possivelmente relacionada a questões de eufonia.

Polêmicas recentes e o uso na internet: O programa mencionou uma polêmica recente envolvendo uma passageira que se recusou a trocar de lugar com uma criança em um voo, gerando debates nas redes sociais. Embora o tema tenha sido citado, os apresentadores evitaram aprofundar a discussão, ressaltando que o foco era a língua portuguesa e a comunicação. Também foi destacado que muitas correções e explicações sobre ditos populares na internet são incorretas, como textos falsamente atribuídos ao professor Pasquale.

Evolução da língua e expressões em desuso: Foi comentado que a língua evolui e que expressões como “a ficha caiu” podem não ser compreendidas pelas gerações mais jovens, já que fazem referência a objetos ou contextos antigos, como a ficha telefônica usada em orelhões. Outra expressão explicada foi “tomar o mé”, usada para se referir a beber bebida alcoólica, especialmente cachaça, termo que também tem caído em desuso.

Importância cultural e cuidado com interpretações: Os apresentadores ressaltaram que muitas expressões populares não têm origem clara e que é comum haver variações e confusões sobre a forma correta. Exemplos como “quem não tem cão caça com gato” demonstram essa dificuldade. A recomendação é ter cautela ao atribuir significados ou corrigir ditos populares, pois muitas vezes eles são construídos por questões de sonoridade e tradição oral.

Entenda melhor

Ditados populares são parte da cultura e da história da língua, refletindo hábitos, costumes e contextos sociais de diferentes épocas. A evolução da linguagem pode fazer com que algumas expressões deixem de ser compreendidas ou usadas, enquanto outras surgem e se incorporam ao cotidiano.

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