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Tomate sofre com clima e preço tem disparada nos mercados

Valor do produto teve alta de 22% em março, comprado a fevereiro, na Ceagesp; altas temperaturas que marcaram 2023 é o motivo
Tomate sofre com clima e preço
Valor do produto teve alta de 22% em março, comprado a fevereiro, na Ceagesp; altas temperaturas que marcaram 2023 é o motivo

Valor do produto teve alta de 22% em março, comprado a fevereiro, na Ceagesp; altas temperaturas que marcaram 2023 é o motivo

Os preços do tomate dispararam nas últimas semanas e já passam de R$ 10 o quilo em alguns supermercados, segundo levantamento de boletins oficiais e relatos de consumidores e vendedores. A elevação tem gerado impacto no varejo e preocupa quem depende do produto no dia a dia.

A alta nos preços

O último boletim da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) aponta uma sequência de altas e baixas nos preços desde o fim do ano passado. Em estatísticas divulgadas pelo mercado atacadista, o tomate tipo pizza-doro, que custava R$ 6,98 o quilo em abril de 2023, passou a ser negociado a R$ 10,14. Outros tipos também encareceram: o tomate holandês já supera R$ 18 por quilo, enquanto apenas o tomate kaki registrou queda de preço.

Em dados mais recentes, a Cesp registrou aumento de 22% no valor do tomate em março, na comparação com fevereiro, reflexo da volatilidade na oferta observada desde a safra de verão.

Causas e perspectivas para o mercado

O consultor de negócios José Carlos de Lima Jr. atribui a alta ao estresse hídrico e às temperaturas elevadas registradas no segundo semestre de 2023. “São os efeitos de todo aquele calor que nós tivemos no ano passado”, diz. Segundo ele, o produto disponível hoje é resultado desse processo: plantas que passaram por déficit hídrico e estresse térmico produzem menor volume e qualidade.

José Carlos ressalta ainda o efeito de defasagem entre plantio e comercialização: “O que nós estamos produzindo atrásra, plantando atrásra, é que chegará pro consumidor daqui 4, 5 meses. Portanto, a gente pode esperar, com certeza, uma melhora no preço desses produtos, pensando que a oferta deverá ser melhor daqui uns 3 a 4 meses.”

No ponto de venda: qualidade e rotina do consumidor

Vendedores e consumidores relatam queda na qualidade dos tomates à venda. O que ainda aparece nas bancas é, em sua maioria, o que restou da safra de verão, com frutos menores e aparência prejudicada. “É sofrível, a qualidade é bem ruim”, afirma uma consumidora ouvida no comércio local. Outra vendedora, que mantém um carrinho de lanches, diz não poder adiar a compra: sem tomate, não há sanduíche — por isso arca com o preço mais alto para não perder vendas.

Relatos como “vale ouro” e a rotina de compras em pequenas quantidades para repor o estoque mostram como a alta impacta tanto o bolso de quem compra para a casa quanto de quem depende do tomate para trabalhar.

Especialistas e agentes do setor afirmam que a expectativa é de normalização gradual quando as novas safras chegarem ao mercado nas próximas semanas e meses, mas até lá consumidores e comerciantes devem conviver com preços mais elevados e oferta de qualidade inferior.

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