Estádio foi palco do jogo entre Botafogo-SP e Palmeiras neste domingo (21)
O jogo entre Botafogo e Palmeiras no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, que comemorou 50 anos, terminou com mais reclamações sobre a organização do evento do que sobre a própria partida, vencida pelo Palmeiras por 1 a 0.
Acesso Difícil e Falta de Infraestrutura
Torcedores de ambos os times relataram dificuldades para entrar no estádio, com filas de mais de duas horas. Dentro do estádio, o calor intenso e a falta de água foram os principais problemas. Diversas pessoas passaram mal e precisaram de atendimento médico, com relatos de demora no socorro devido a portões fechados que impediam o acesso das ambulâncias. A venda de água, quando disponível, era feita a preços exorbitantes (até R$7 por um copo de 200ml), aproveitando-se da situação de emergência.
Reclamações Generalizadas e Falhas na Acessibilidade
As críticas não se limitaram à falta de água e ao acesso. Deficientes físicos reclamaram da falta de vagas de estacionamento reservadas, com relatos de portões de acessibilidade fechados ou com vagas esgotadas horas antes do jogo. A falta de organização também se refletiu na quantidade insuficiente de bares abertos, com filas enormes e preços abusivos. Até mesmo torcedores do Botafogo, time mandante, reclamaram da desorganização.
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Após o jogo, o presidente do Botafogo, Gerson Engraça Garcia, pediu desculpas pelos problemas ocorridos. Ele atribuiu a responsabilidade pela gestão dos bares a empresas terceirizadas, mas assumiu a responsabilidade do clube pela situação. A Polícia Militar informou que vai encaminhar um ofício ao Botafogo listando as irregularidades constatadas. A coordenadora da Comissão do Direito das Pessoas com Deficiência da OAB, Samira Fonseca, destacou a responsabilidade do Botafogo e da Federação Paulista de Futebol, incentivando os prejudicados a denunciarem ao Ministério Público.



