Leão do Norte perdeu mais um duelo pela Série A3 e é o último colocado do estadual; equipe encara o União São João
O Comercial Futebol Clube amargou mais uma derrota no Campeonato Paulista Série A3, desta vez para o Rio Preto, por 1 a 0. O jogo, realizado em meio a uma crise que abala o clube dentro e fora de campo, expôs falhas defensivas e a falta de pontaria do time, que segue na lanterna da competição com apenas um ponto conquistado.
Pressão da Torcida e Declarações Polêmicas
A pressão da torcida sobre o Comercial é imensa. Antes mesmo da partida, o presidente Antônio Carlos Campanéria Fernandes concedeu entrevista polêmica, criticando a torcida, isentando o técnico Renato Peixe de culpa e anunciando a busca por reforços. Fernandes afirmou que o time não deu liga e que a manutenção de Peixe é uma decisão tomada com responsabilidade, apesar da pressão. Ele confirmou a busca por 3 ou 4 jogadores para reforçar o elenco.
Desempenho em Campo e Necessidades de Reforços
Em campo, o Comercial criou algumas chances, mas a falta de pontaria e erros individuais, como a falha do zagueiro Vital que resultou no gol do Rio Preto, custaram caro. Apesar do volume de jogo, o técnico Renato Peixe reconheceu a necessidade de melhorar e aliar competência com sorte para alcançar resultados positivos. Contrariando a declaração do presidente, Peixe afirmou que a equipe precisa de reforços em posições específicas: mais um zagueiro, dois laterais e dois volantes.
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Protestos e Incertezas no Clube
A situação do Comercial é ainda mais complexa. A ausência de alguns jogadores, como Maurício (não convocado), e a falta de inscrição de outros, como Garrincha e Michel Alksandor, geram incertezas. A insatisfação da torcida culminou em um protesto pacífico na porta do estádio, pedindo a renúncia da diretoria e uma gestão mais profissional. O próximo jogo, contra a União de Araras, terá portões fechados em virtude da decisão da torcida, demonstrando a gravidade da crise que envolve o clube, que não vence uma partida do Campeonato Paulista há quase dois anos. A falta de planejamento e objetivos esportivos de longo prazo também preocupam os torcedores.



