Ouça a coluna ‘CBN Educação Para a Vida’, com o professor João Roberto de Araújo
A violência em estádios de futebol é um problema crônico no país, com torcidas organizadas frequentemente envolvidas em atos de raiva, competição excessiva e vingança. Especialistas em segurança debatem soluções, mas ainda não há consenso.
O Futebol como Símbolo
Os jogos de futebol são muito mais do que simples entretenimento; eles funcionam como uma espécie de “brinquedo da alma coletiva”, promovendo desenvolvimento social. O campo de jogo pode ser visto como uma mandala, representando a totalidade, e os jogadores como atores num grande teatro. A busca pela vitória se torna um símbolo apoteótico, uma comunhão do indivíduo com o todo, quase uma experiência religiosa. O futebol, portanto, é uma grande escola de treinamento emocional, onde se vivenciam diversas emoções e desafios, desde a alegria da vitória até a tristeza da derrota, em um exercício de alteridade que simboliza um estágio evoluído do ser humano.
A Violência e a Busca pela Paz
Apesar dos aspectos positivos, a violência ainda persiste nos estádios. É preciso combatê-la por meio da educação e da aplicação da lei, buscando substituir a violência pelo exercício simbólico da luta pacífica. A responsabilidade também recai sobre as lideranças, desde os dirigentes dos clubes até outras figuras públicas, que devem dar o exemplo e orientar o comportamento dos torcedores. As torcidas organizadas, muitas vezes, refletem equívocos culturais em relação às regras de convivência. A solução não é proibir torcidas ou fechar estádios, mas sim investir em educação e promover a evolução para novas regras de convivência, tanto dentro quanto fora dos campos.
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A violência nos estádios é um desafio que exige uma abordagem multifacetada, combinando educação, lei e responsabilidade das lideranças. A busca pela paz nos estádios é fundamental para que o futebol continue sendo um espaço de desenvolvimento humano e social.



