Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
Ao visitar edifícios históricos, as adaptações de acessibilidade saltam aos olhos. Desde 1985, normas técnicas buscam garantir o acesso de pessoas com necessidades especiais. No entanto, a arquitetura inclusiva vai além, convidando à reflexão sobre o mundo que estamos construindo.
O Impacto Econômico da Arquitetura Inclusiva
Adaptar construções existentes com rampas e banheiros acessíveis pode ser dispendioso. Carlos Alencastre destaca que construir um prédio acessível desde o início custa apenas 0,12% a mais, enquanto a reforma para acessibilidade pode elevar o valor da obra em 25%. Investir na inclusão desde o projeto inicial é, portanto, mais econômico e eficiente.
A Necessidade Urgente da Inclusão
O Censo de 2010 do IBGE revelou que 23,9% da população brasileira possui algum tipo de deficiência. Com a projeção de até 70 milhões de idosos no Brasil até 2050, segundo a Organização Mundial da Saúde, a urgência em preparar um ambiente inclusivo se torna ainda mais evidente. A arquitetura inclusiva não é apenas uma questão de acessibilidade, mas de garantir qualidade de vida para todos.
Leia também
O Futuro da Arquitetura e da Vida Urbana
Arquitetos, cientistas, engenheiros e sociólogos vislumbram um futuro com drones transportando casas, alimentos impressos em 3D, cidades submarinas e prédios subterrâneos. Um estudo da Samsung e da Universidade de Western prevê cidades bolha submarinas e arranha-céus subterrâneos até 2116. A tecnologia, com hologramas e reuniões virtuais, também terá um papel fundamental. Drones serão meios de transporte e impressoras 3D produzirão comida. Essas visões nos lembram da importância de viver de forma sustentável hoje, para que as futuras gerações não enfrentem dificuldades extremas para sobreviver.
Essas ideias inovadoras nos inspiram a pensar em um futuro sustentável e inclusivo.



