Mulher foi adotada pelo casal de empregadores quando tinha 11 anos; caso e considerado grave violação de direitos humanos
Resgate após décadas de exploração
Uma operação do Ministério Público do Trabalho (MPT) resgatou uma empregada doméstica de 51 anos que viveu por 40 anos em condições análogas à escravidão em Santa Rosa do Viterbo. A vítima, adotada aos 11 anos, relatou jornadas exaustivas de trabalho, com baixos salários e nenhuma folga.
Detalhes da exploração
Segundo o MPT, a mulher trabalhava de segunda a sábado, das 7h às 21h, e também aos domingos e feriados, recebendo apenas R$ 500 por mês. Ela dormia em um colchão inflável no chão, ao lado da cama do casal que a adotou. As investigações apontam para a ausência de um quarto próprio e a total falta de férias durante todo esse período.
Consequências e próximos passos
O MPT aplicou multas e infrações, garantindo à vítima o direito ao seguro-desemprego. Um levantamento irá definir o valor das multas rescisórias devidas. Além disso, o MPT deve se reunir com os empregadores para discutir um acordo envolvendo obrigações de conduta e indenização por danos morais. O caso destaca a persistência da exploração trabalhista no país e a importância das ações de fiscalização e resgate.
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O resgate dessa mulher após quatro décadas de trabalho em condições degradantes evidencia a necessidade de maior vigilância e combate à exploração trabalhista. A atuação do Ministério Público do Trabalho foi fundamental para trazer à luz essa situação e garantir os direitos da vítima, que atrásra poderá reconstruir sua vida após um longo período de sofrimento.



