CBN Ribeirão 90,5 FM
Colunistas
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Trabalhadores com renda entre meio e um salário mínimo são os que mais perderam os empregos

Colunista analisa levantamento feito pelo site de notícias G1 que mostra a característica do cenário da criação de vagas
empregos perdidos
Colunista analisa levantamento feito pelo site de notícias G1 que mostra a característica do cenário da criação de vagas

Colunista analisa levantamento feito pelo site de notícias G1 que mostra a característica do cenário da criação de vagas

O ano de 2020 expôs a fragilidade do mercado de trabalho brasileiro, especialmente para aqueles com menor renda. Um levantamento do Ministério do Trabalho, solicitado pelo G1, revelou que trabalhadores com renda entre meio e um salário mínimo foram os mais afetados pela perda de empregos.

Vulnerabilidade dos Empregos de Baixa Renda

De acordo com Dimas Facioli, em entrevista à CBN, esses empregos são majoritariamente temporários ou de menor aprendiz, altamente vulneráveis a crises econômicas. A facilidade com que as empresas podem substituir esses profissionais, aliada à própria vulnerabilidade das empresas frente a crises, resulta em perdas significativas de postos de trabalho nesse segmento.

Formação e Escolaridade: Chaves para a Estabilidade

Em contraponto, o estudo mostrou crescimento no número de empregos na faixa salarial de um a dois salários mínimos, indicando uma correlação positiva entre a escolaridade e a estabilidade profissional. Profissionais com ensino médio completo ou superior tiveram mais oportunidades, enquanto aqueles com escolaridade fundamental ou incompleta enfrentaram maior dificuldade. A necessidade de automação e melhoria de processos nas empresas impulsiona a demanda por profissionais mais qualificados, deixando os menos preparados em situação de vulnerabilidade.

Idade e Mercado de Trabalho: Um Cenário Desafiador

A faixa etária também influencia a estabilidade profissional. O estudo apontou que pessoas com mais de 50 anos foram as mais afetadas pelas demissões, enquanto jovens de até 24 anos tiveram maior facilidade em conseguir empregos. Para profissionais acima de 50 anos sem aposentadoria, a recolocação no mercado torna-se um desafio ainda maior, exigindo qualificação constante para evitar a precariedade laboral.

Em resumo, a pesquisa destaca a importância da qualificação profissional e da formação técnica como fatores cruciais para a estabilidade no mercado de trabalho. A constante atualização de habilidades e o investimento em educação são essenciais para garantir melhores oportunidades e reduzir a vulnerabilidade a crises econômicas, especialmente em um cenário de incertezas e transformações tecnológicas.

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.