Paralisação é por tempo indeterminado e quatro postos da cidade estão sem atividades
Greve dos Correios: Paralisação por tempo indeterminado afeta Ribeirão Preto e região
Os Correios enfrentam uma greve nacional de prazo indeterminado, iniciada na quarta-feira (2023-11-15) às 22h. Em Ribeirão Preto, o impacto da paralisação já é sentido, com a suspensão parcial dos serviços de atendimento e distribuição em unidades centrais e bairros como Campos Elíseos e Lagoinha. Apesar de uma determinação judicial para manter 30% do efetivo trabalhando, a adesão à greve é significativa.
Motivos da paralisação: Benefícios e condições de trabalho em jogo
Segundo Fernanda Romano, diretora do sindicato dos trabalhadores dos Correios na região, a empresa propôs mudanças que prejudicam os funcionários, incluindo a retirada de benefícios como vale-cultura e a implantação de banco de horas. A redução no número de dias para acompanhar dependentes e a retirada de segurança nas agências também são pontos de contestação. Romano afirma que as negociações foram marcadas pela imposição, sem avanços significativos por parte da empresa. Os trabalhadores relatam perdas salariais significativas caso o pacote de mudanças seja implementado, chegando a R$500 ou R$600.
Protestos e mobilização: Manifestações e impactos regionais
Na quinta-feira (2023-11-16), houve um ato de protesto na unidade central de Ribeirão Preto, e uma nova manifestação está prevista para sexta-feira (2023-11-17) na central de distribuição do bairro Lagoinha. Zéias Vieira, dirigente sindical, espera maior adesão à greve e classifica as mudanças propostas pela empresa como um “pacote de maldades”. A paralisação afeta também cidades como Orlândia, Sertãozinho, Cravinhos, São Joaquim da Barra, Franca, Barretos e Araraquara. Os Correios, em nota, afirmam que estão dispostos a negociar, mas consideram a greve precipitada e prejudicial aos resultados financeiros da empresa.