Ministério Público do Trabalho exigiu que o responsável pela contratação fizesse o acerto com os 22 profissionais
Trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão em fazenda de Tuverava
Resgate e retorno ao Maranhão
Vinte e dois trabalhadores, vindos do Maranhão para o plantio de cana-de-açúcar em uma fazenda de Tuverava (SP), foram resgatados de condições análogas à escravidão. Após a constatação das irregularidades pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério do Trabalho, os trabalhadores receberão suas verbas rescisórias e retornarão ao Maranhão ainda hoje. O custeio do transporte será arcado pelo empregador, um produtor rural que fornece cana para usinas locais.
Irregularidades encontradas
A denúncia ao MPT apontava salários incorretos e condições degradantes de alojamento. Os trabalhadores, que chegaram à propriedade em março, deveriam receber R$ 130 por dia, mas o valor final foi de R$ 70. Além disso, não houve pagamento pelo transporte do Maranhão e as instalações apresentavam precárias condições de higiene e segurança, sem ventilação adequada, armários suficientes e equipamentos de proteção individual.
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Ação do Ministério Público
O Ministério Público do Trabalho classificou a situação como trabalho análogo à escravidão e aliciamento. O promotor Gustavo Riso detalhou o caso, explicando o processo de investigação e as medidas tomadas para garantir o retorno seguro dos trabalhadores ao Maranhão. A entrevista coletiva do MPT em Franca forneceu mais informações sobre o caso e confirmou o retorno imediato dos trabalhadores após o recebimento de seus direitos trabalhistas.
O caso destaca a persistência do trabalho escravo no Brasil, mesmo em regiões consideradas desenvolvidas. A rápida ação do MPT e a garantia do retorno dos trabalhadores com suas verbas rescisórias demonstram a importância da denúncia e da fiscalização para combater essa prática ilegal.



