Presidente da CPI dos Transportes, Marcos Papa, entrou com pedido de mandado de segurança para barrar aumento
Em Ribeirão Preto, a tarifa de transporte público teve um reajuste para R$ 4,20, gerando debates sobre a viabilidade do aumento.
Reajuste e Comparação com Outras Cidades
O aumento de 6,33% na tarifa causou questionamentos, especialmente em comparação com cidades de porte semelhante, como Campinas e Sorocaba, que registraram reajustes menores. A Transerp justificou a diferença alegando que a fórmula de cálculo contratual em Ribeirão Preto é distinta, variando de acordo com o contrato de concessão de cada município. O ano passado, o reajuste foi menor devido a um índice negativo no preço do óleo diesel. Este ano, porém, o aumento do óleo diesel em mais de 17% influenciou significativamente no reajuste.
Pressão Política e Auditoria
O vereador Marcos Papa, presidente da CPI do Transporte, discorda da justificativa e entrou com um mandado de segurança para barrar o reajuste, alegando que a fórmula de cálculo precisa ser auditada. Ele argumenta que o índice autorizado está acima dos índices de inflação e sempre beneficia as empresas de ônibus. A CPI ouviu passageiros e gestores, e o vereador defende uma revisão contratual para melhorias no serviço e uma auditoria na planilha de custos, incluindo os recursos da publicidade em pontos de ônibus.
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Investimentos e Melhorias Futuras
A Transerp afirma que o consórcio Pró-Urbano se comprometeu a entregar até o final do ano cerca de 100 novos ônibus, renovando um terço da frota. Além disso, há planos para aumentar a frota em horários de pico e entregar as plataformas da Catedral em setembro, melhorando o conforto dos passageiros e alterando o trajeto de 42 linhas. Apesar das promessas de melhorias, a população ainda reclama da qualidade do serviço, com ônibus lotados e em más condições. A administração municipal precisa intervir para garantir um serviço de qualidade à população.



