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Transição agroecológica e cultivo de flores comestíveis

Veja quais são os desafios de quem opta pela agricultura orgânica e conheça a produtora que aposta nas plantas alimentícias
flores comestíveis
Veja quais são os desafios de quem opta pela agricultura orgânica e conheça a produtora que aposta nas plantas alimentícias

Veja quais são os desafios de quem opta pela agricultura orgânica e conheça a produtora que aposta nas plantas alimentícias

O programa Epeagro, da Rádio CBN, discutiu diversos temas relevantes do agronegócio. Um dos destaques foi a trajetória de Ricardo Voltoline, agricultor que trocou o cultivo convencional pelo orgânico, após 21 anos de produção tradicional de hortaliças em Cajuru (SP).

Da química ao orgânico: um processo desafiador

A mudança para a produção orgânica representou um grande desafio para Ricardo. A transição exigiu adaptação, pois a produtividade inicial foi menor que a metade da convencional. O período de transição, entre 2011 e 2013, resultou em dificuldades financeiras, com a família enfrentando três anos “no vermelho”. José Carlos Faria Jr., coordenador da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, explica que a transição agroecológica é um processo longo e criterioso, envolvendo mudanças completas no manejo e treinamento.

Investimento em conhecimento e adaptação

Para superar os obstáculos, Ricardo investiu em capacitação, participando de cinco cursos no Senar. Ele aprendeu a importância do tratamento da terra, da rotação de canteiros e do uso de alternativas como o mouchin (filme plástico) para controlar o crescimento de ervas daninhas. A proteção da área contra agroquímicos de propriedades vizinhas também foi fundamental, sendo solucionada com a criação de uma cerca viva. Após essas medidas, em 2017, Ricardo obteve a certificação orgânica do Ministério da Agricultura.

Certificação e mercado

José Carlos Faria Jr. destaca que a certificação orgânica abrange todo o processo produtivo, desde a escolha da semente até a comercialização. Ricardo vende a maior parte de sua produção na feira livre de Ribeirão Preto, onde os consumidores valorizam a saúde e a sustentabilidade. Apesar de vender seus produtos pelo mesmo preço dos convencionais, ele reconhece que os orgânicos costumam ser 30% mais caros. Para Ricardo, a transição para a produção orgânica foi “o melhor negócio da sua vida”, beneficiando a família e os clientes.

O programa também abordou a previsão de safra da Conab, que estima uma redução de 9,5% na produção de grãos e fibras, e as previsões do tempo, com alerta para temperaturas elevadas e chuvas irregulares. A utilização de flores comestíveis na gastronomia moderna, suas propriedades nutricionais e o cultivo sustentável também foram temas discutidos, mostrando a diversidade e os desafios do agronegócio.

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