A transição epidemiológica no Brasil ao longo dos últimos 100 anos mudou o perfil das doenças e das causas de morte da população. Segundo o cardiologista Fernando Nobre, o país saiu de um cenário dominado por doenças infecciosas, com expectativa de vida de cerca de 35 anos, para um quadro atual marcado por enfermidades crônicas, como infarto, AVC, diabetes e câncer, impulsionadas por mudanças no estilo de vida, como sedentarismo, má alimentação e estresse.
Com o avanço da urbanização e dos hábitos de risco, houve aumento da expectativa de vida, que hoje gira em torno de 75 anos para homens e 78 para mulheres. Apesar dos avanços médicos, o especialista alerta para possíveis novas mudanças no conceito de saúde, com risco de priorização de padrões estéticos em detrimento do bem-estar integral.
Paralelamente, a Anvisa anunciou medidas para reforçar o controle sobre medicamentos injetáveis usados para emagrecimento, diante de irregularidades no uso e comercialização. Casos recentes, como uma investigação em Monte Alto, apontam aplicação ilegal e riscos à saúde. Quer entender todos os detalhes? Ouça o áudio completo da coluna.